sábado, 3 de fevereiro de 2018

Liderança e Tomada de Decisões

Com a proliferação de cursos e palestras, ministrados por todo e qualquer tipo de pessoa, utilizando discursos fáceis e insípidos, a discussão sobre Liderança, importantíssima para nossa sociedade industrial e institucionalizada se banalizou, e prejudicou seriamente as relações entre gestores e seus subordinados. Dominam as frases rimadas sem conteúdo, frases de efeito, e o senso comum no mais alto grau, pois na cartilha dos palestrantes está o primeiro axioma do locutor bem sucedido:

Deve-se dizer aquilo que o ouvinte consegue entender.

As pessoas estão sem paciência de pensar, então o conhecimento transmitido deve ser o mais ralo possível.

Liderança e ascensão

Na busca por uma melhoria salarial, mesmo jovens, imaturas e sem vocação, as pessoas estão buscando a liderança, os cargos, pois é mais rápido do que mostrar a sua capacidade e galgar os patamares salariais legítimos e que exigem esforço. Muitos estão assumindo lideranças sem a mínima vivência e capacidade.

Condições para assumir a Liderança

A Imaturidade, fruto ou não da falta de vivência, de alguém que chegou a um posto de liderança leva à criação constante de conflitos, pois a pessoa em questão não atende aos requisitos a seguir:


  • A pessoa entende e sabe fazer o trabalho;
  • A pessoa entende, não sabe fazer, mas sabe delegar com confiança no subordinado;
  • A pessoa é capaz de entender os vários processos da área que assumiu, pois tem capacidade intelectual e fortes princípios teóricos que a fazem capaz de entender;
  • A pessoa não possui o entendimento necessário para entender os processos da área, mas identifica e respeita quem o faz, na área que assumiu. Sua capacidade emocional é suficiente para liderar sem oprimir os empregados devido à insegurança que o desconhecimento temporário dos processos lhe poderia provocar;
  • Seu histórico de trabalho não possui eventos de opressão sobre empregados e nem de conspiração contra estes;
  • A pessoa sabe escolher parceiros com quem trabalhar;
  • A pessoa sabe mostrar falhas sem desvalorizar seus subordinados;
  • A pessoa não emite juízos sobre os empregados, pois sabe controlar o que fala, onde fala e quando fala;


Diante destes requisitos, os candidatos a liderança poderiam desanimar completamente. Estes requisitos são mais comumente encontrados em pessoas acima de 50 anos. Mas justamente a sociedade brasileira quer apostar nos mais novos, acreditando que estes, devido ao fato de provavelmente estarem mais saudáveis, suportarão ser mais exigidos.

Antes, saber obedecer

Uma história sadia e que traria boa vivência ao aspirante a cargos de liderança seria ele ter experiências anteriores com gerentes ruins. Alguém disposto a ter esta vivência aprenderia muito, principalmente se obedecesse, sem conspirar e se utilizar de subterfúgios para sobreviver. Nada de contar com a ajuda de um padrinho para contar com o beneplácito do mau gerente. Tem que ter a coragem e a resistência de passar por este mau período. Assim se forma um bom gestor.

Uma formação militar tem este aspecto de obediência, mas deve ser encarada com reservas, pois empresas não são como instituições militares 100%. Existe certo componente desta natureza na hierarquia das empresas e na ênfase no lucro, exagerada em nossos últimos tempos.

Nossos jovens entre 14 e 25 anos não estão tolerando o mando, a autoridade, objetivos, submissão, ordem e trabalho em equipe. Portanto, será muito difícil que eles tolerem a autoridade, ou possam exercer uma liderança. O material humano que passa pelos consultórios está contaminado por estes fatores, de forma flagrante.

Conclusão

Não quisemos, aqui, oferecer uma fórmula pronta de liderança. São numerosas as terapias e dinâmicas para se formar um líder com alguns dos requisitos básicos citados. Os outros podem ser desenvolvidos, e os primeiros aperfeiçoados. Não existe curso para prover maturidade, e sim condicionamento. Torna-se perigoso para o que não possui maturidade, mas é condicionado, exercer uma liderança, pois cedo ou tarde sua real personalidade vai aflorar, e ele vai perder o que conquistou.

Deixo para o leitor se manifestar com suas dúvidas, que eu as responderei com prazer.

sábado, 16 de dezembro de 2017

O namoro dos adolescentes e jovens

Namoro é um fenômeno social que reflete a atração entre duas pessoas, misto de simpatia, companheirismo e complementação pessoal. Neste artigo vamos tratar tão somente do namoro heterossexual, por ser o mais praticado, observado e preencher o aspecto sexual que advém da busca da espécie por acasalamento e reprodução.

Namoro é namoro

Contrariando o senso comum, podemos dizer com certeza que o Namoro é sui generis em sua tipificação: Namoro não é treino para o casamento. Ele pode ser até treino para amizade, pois esta última é mais profunda e duradoura do que muitos namoros e mais ainda do que muitos casamentos. Prova disso são os casais que se separam, estando antes namorando ou casados, que continuam amigos por longo tempo ou pelo resto de suas vidas.

Não gosto de citar treinadores de futebol, por poder ser mal interpretada, mas um time de futebol, como equipe, tem características de companheirismo obrigatórias para o bom desempenho do time nas partidas, como o ENTROSAMENTO. E veio da boca do treinador Zezé Moreira uma frase muito importante para a compreensão dos limites do Namoro:

TREINO É TREINO, JOGO É JOGO

O casamento que pode resultar de um namoro bem sucedido ou tumultuado pode ser extremamente exitoso, mas isto não quer dizer que foi obrigatoriamente fruto daquele namoro.

A principal contribuição do namoro é uma parcela de autoconhecimento. A interação social de duas pessoas na concretização de objetivos pessoais e mútuos é extremamente útil, PRINCIPALMENTE QUANDO EXISTE O ENVOLVIMENTO AFETIVO. Um casal pode atingir objetivos pessoais e mútuos muito mais complexos do que duas pessoas unidas por um objetivo comum sem a participação do AFETO. A prova disso são as disputas tão comuns entre sócios. Não há afeto entre eles, mas apenas o desejo de ganhar dinheiro.

Invejas

Um casal de namorados (ressaltamos a diretriz do artigo de casal hetero) é um "equipamento social" que desperta a atenção e o interesse das pessoas. Todo mundo está cansado de ver casais de namorados, mas é só ver mais um que logo vem as observações. Por que isso é assim? Não é uma coisa comum e que deveria passar despercebida ?

Existe a simples observação, que pode ser daquele casal mais velho que ve os namoradinhos e lembra dos tempos em que se conheceram. Existe também aquele que não tem a coragem ou preparo emocional para namorar  e logo começa a proferir críticas a algumas características externas do casal que deveriam torná-los incompatíveis. Existem também os invejosos, que cobiçam um ou outro membro do par. E os piores invejosos são os que estão no círculo dos colegas de ambos os membros do casal.

É bem sabido que o sucesso das pessoas incomoda aqueles que não alcançaram desenvolvimento afetivo suficiente para aceitar tal fato. Isto decorre da autoeducação que cada um dá a si mesmo por esforço pessoal de procurar seu sucesso individual.

Os namorados precisam ter ...

A Confiança

A CONFIANÇA é um bem individual, intransferível e inalienável. Individual porque é fruto de uma autoeducação. Uma das vertentes da autoeducação é ter amadurecido o bastante o senso de observação das emoções e atos das pessoas que estão à nossa volta, para perceber aquele tipo em quem vamos confiar.

Confiança também tem grande participação da segurança que os pais dão ao filho (ou filha). Indivíduos cujos pais não agem de forma previsível tendem a ter defeitos na formação de seu caráter, e vão desconfiar de tudo e de todos.

Se os membros do casal de namorados não confiarem um no outro, seu namoro está destinado ao fracasso. Isto implica em respeitar completamente as extensões da personalidade do outro, como suas redes sociais, agendas, carteiras, correspondência, gavetas pessoais, etc.

Desconfiança gera ciúmes. O imaginário dos namorados é facilmente despertado, na faixa etária que estamos tratando, com muita facilidade, pois trata-se da idade da imaturidade. E esta imaturidade se expressa, mais visivelmente nas ...

Emoções desenfreadas

Nesta época da vida, em que a pessoa é muito jovem, os índices de concentração hormonal são muito grandes. Temos que copmpreender que o ser humano é um animal social, hormonal, perecível mas racional. Se dissermos que seu comportamento é assim e não tem mesmo jeito, estaremos admitindo que quem governa a humanidade e seus destinos são apenas os hormônios. Mas é fato que chegamos a este grau de evolução chamado de SOCIEDADE. Criou-se o direito, e este delimitou até onde a ação dos hormônios pode ser aceita. Os hormônios nos ajudam a trabalhar e manter o ambiente funcional que permite o funcionamento da sociedade. O Direito, as Leis, a Educação Familiar são os freios para as consequências que a ação dos hormônios podem trazer.

Portanto, como chegamos até este momento da história, a Sociedade organizada em torno das Leis, o Estado de Direito, é possível. Pareço até uma advogada no meu discurso, mas a Psicologia não está sozinha na luta pela garantia da felicidade de todos os seres humanos. A Psicologia auxilia no Controle das Emoções tanto quanto o temor das leis.

Mas o que pode conter estas emoções "a princípio" desenfreadas ? Somosd pretensiosos a ponto de propor uma solução para este tipo de coisa:
Pequenas e insignificantes tarefas
Quando os pais pedem aos filhos pequenas coisas chatas como:

  • Arrumar a cama;
  • Tomar café pela manhã;
  • Escovar os dentes (higiene pessoal);
  • Fechar o tubo de pasta de dente;
  • Tomar banho;
  • Cuidar dos objetos pessoais, de forma que eles não se estraguem rápido e nem se percam (correntinha, pulseira, boné, celular e carteira);
  • Fechar a geladeira;
  • Varrer a casa;
  • Lavar o prato depois de comer;
  • Enxugar o chão do banheiro;
  • Fechar a porta de casa com chave;
  • Desligar a TV e videogame antes de dormir;
  • Enfrentar uma fila de banco ou ônibus ou caixa do restaurante (10 minutos no primeiro dia, depois 20, depois 30);
  • Esperar com paciência a pessoa da frente se servir no self-service;
  • ESTUDAR - o aprendizado provoca a criação de novos núcleos ideológicos, a ordenação de procedimentos; o aumento do relacionamento entre os núcleos citados, bem como a formação de muitos circuitos intermediários no cérebro. Com isto os caminhos percorridos pelos impulsos cerebrais ficam mais extensos, e as reações menos precipitadas, respeitados os limites de stress toleráveis pelo ser humano;

Todas estas ações tem efeito objetivo e comprovado no cérebro, e vão ajudar enormemente a construir uma mente sadia para o enfrentamento das fases posteriores da vida, amadurecendo o indivíduo.

Leia um artigo a respeito desta ação AQUI.

Conclusão

O namoro é uma experiência que pode ser muito útil para quem pratica, e também uma oportunidade muito propícia para os pais conversarem com seus filhos a respeito de seus potenciais e suas fraquezas, para crescimento pessoal.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Os homens e os animais à luz da organização e das neurosciências

Me admira o ser humano ser tão inteligente, mas tão propenso a comparações estapafúrdias, numa simplicidade que nos faz duvidar desta capacidade que o seu aparelho cerebral lhe dá.

No centro destas comparações estapafúrdias, primárias, vem sempre algo como:

"Mas nós somos animais !"

Pensamento primário

Este pensamento essencialmente materialista, fruto da contaminação Darwinista, que não encontra mais nenhum respaldo nas neurosciências, é uma desculpa muito infantil, para comportamentos que tem origem simplesmente em uma educação deficiente ou em uma preguiça em seguir uma educação eficiente.

Se o indivíduo quer explicar algum comportamento reprovável, perverso ou inadequado, recorre a esta desculpa de quem não utilizou o mínimo de inteligência que brota de um cérebro altamente evoluído, para absorver a educação e o consequente controle sobre si mesmo:

Educação + Cérebro sadio = Autocontrole

E, note-se, categorizei claramente o Cérebro em "sadio", para excluir aqueles que vem com uma falha biológica de nascença, em que algum ou alguns de seus subórgãos vem com uma atrofia, hipertrofia, lesão ou quantidade de fibras de ligação a outros órgãos cerebrais inferior ao que é considerado normal, fruto ou não de anomalias genéticas ou traumas físicos sofridos em virtude de algum evento no início da vida ou no período anterior à fase adulta.

Um indivíduo considerado considerado como mentalmente sadio, após vários testes e entrevistas, que utiliza este argumento de sermos animais, está dandoi uma desculpa bem infantil para seus atos inadequados.

Uma coisa chamada Córtex

Como resultado de dissecações de cérebros de cadáveres e dos exaustivos estudos da Biologia Molecular, somos agora sabedores de uma diferença biológica bem pronunciada entre o cérebro dos animais e dos humanos. Nos animais, o cérebro é organizado em três camadas neuronais funcionais, enquanto que no homem esta organização se constitui de seis camadas funcionais. Esta "pequena" diferença, torna a complexidade cerebral humana muito maior do que o que poderia ser considerado como APENAS O DOBRO.

As combinações de ligações e as interações possíveis, quando ainda consideramos os variados tipos de neurônios e as variadas combinações de ligações entre estes tipos tornam o cérebro humano um equipamento de controle de fluxos elétricos, parte composto de excitadores, parte composto de inibidores, capaz de aprender tarefas complexas e de fazer deduções e inferências que um animal NUNCA SERÁ CAPAZ DE FAZER.

Humanos possuem uma porção cerebral altamente especializada, que é capaz de planejar ações medindo causas e consequências, resolver problemas e controlar processos construídos pela capacidade de planejamento citada, o Córtex préfrontal, ausente nos animais.

A Organização Social

Veja a comparação em grau bem primário entre os graus de organização Animal e Humana:

Estas camadas não contam como as três do córtex animal nem como as seis do ser humano. São camadas abstratas de organização dos membros de cada uma das classes animal e humana.


Animais não formam uma Sociedade. A matilha, ou bando, se estabelece em um território, mas não com o fim de uma ocupação e fortalecimento da sua "sociedade", e sim com o fim de garantir o alimento de seus membros.


Já os humanos formam não só uma sociedade, como também uma Nação. A nação se caracteriza por língua e costumes comuns. Quando bem estruturada, forma um país, uma identidade política, envolta por uma fronteira abstrata das Leis. E as Leis deste país vem de princípios ainda mais abstratos consolidados em uma Constituição.

Instintos

Quando se fala em Instinto animal, estamos apenas nos referindo a um conjunto de impulsos que começam nos órgãos de sentido e terminam em uma ação de enfrentamento ou fuga resultante.

Quando um indivíduo da espécie Homo sapiens (humano) se refere a instinto, ele está se referindo ao fruto combinado de entradas dos seus sentidos, combinadas às memórias de seu Córtex Auditivo, Visual e Olfativo, processadas pelo Córtex préfrontal, e que podem resultar em fuga física, enfrentamento primeiramente verbal, possível arbitramento por terceiros, em perdão ou em condenação de seu próprio ato anterior ou de terceiros.

O ser humano usa o verbo, o falar, a linguagem para iniciar conflitos ou projetos, ou mesmo concluí-los, antes que o enfrentamento se torne físico e possa resultar em ferimentos ou morte.

Não existe comparação entre o instinto animal e o instinto humano, mais adequadamente designável de INTUIÇÃO.

Condicionamento

Os animais podem ser condicionados em um procedimento conhecido como ADESTRAMENTO, onde um conjunto de causas sempre terá um conjunto correspondente de consequências. Já os humanos sofrem um processo denominado EDUCAÇÃO, onde o mesmo conjunto de causas pode provocar consequências diversas, dependendo do contexto, dependendo da maturidade atingida e do conhecimento adquirido.

O ser humano pode ser adestrado, porém através de restrição de liberdade, tortura, lavagem cerebral, mas com a perda da sua identidade, o que vai excluir o indivíduo resultante do processo do rol de iondivíduos genuinamente humanos e inteligentes.

A imprevisbilidade em algumas circunstâncias é característica quase inexplicável dos seres humanos, pois estes podem ter revelações, intuições, "insights", que os colocam no patamar de seres verdadeiramente pensantes, não-máquinas de reação.

Espiritualidade

E, em última instância, algo impossível de ser atingido somente através das vias físicas de ligações sinápticas entre nossas unidades fundamentais do sistema nervoso, conhecido como neurônio, a ESPIRITUALIDADE.

Espiritualidade, na minha humilde compreensão, é a sujeição voluntária a ALGO MAIOR. A tendência à entrega do próprio poder de autodeterminação a terceiros, que fez com que os grupos humanos instituíssem os reis, voluntariamente, porque encontraram em alguns pouquíssimos indivíduos com força e determinação, a confiança para que estes os liderassem, um dia extrapolou o limite humano, e o ser humano encontrou em um ENTE INVISÍVEL, a Autoridade Eficaz para si mesmo.

Esta entrega não combina com um ser humano que é mais propenso ao egoísmo do que ao altruísmo, e mais propenso mandar do que a ser mandado, além de mais crente no visível do que no invisível. Não, absolutamente não é possível a este tipo de ser ter convencido a si mesmo da Espiritualidade. O material humano que frequenta os consultórios de psicologia e psicanálise não é candidato a achar o Espiritual por si mesmo, e a estatística mostra isto claramente.

O materialismo e a crença no visível é dominante. Avivamentes espirituais se dão muito raramente. O material dá muito mais segurança à esmagadora maioria das pessoas. A ajuda ao semelhante é muitíssimo rara.

Mas em que pesem os argumentos factuais, a tal Espiritualidade teima em se manter viva numa minoria.

Temor da morte

Neste quesito, os animais, mesmo escolhendo em primeiro lugar, a fuga, irracionalmente se entregam ao enfrentamento, na defesa dos filhotes, mesmo em contextos visivelmente desvantajosos, como contra predadores bem maiores e mais ferozes, com resultado satisfatório. Mas isto se dá por puro instinto de preservação da família ou bando.

Já o ser humano pode ter este Temor  da morte mesmo bem jovem e distante de perigos. Por que ? Como explicar um medo de consequências na ausência de suas causas ? Sem estímulo nenhum que sugira perigo, e na ausência das anomalias biológicas citadas em "Pensamento Humano", o homem pode ser tomado de terror. Este comportamento é que traz pacientes aos consultórios médicos.

Animais não apresentam este comportamento. Daí, quando ouço dizerem que "as pessoas procuram a Espiritualidade pelo medo da morte" ou "as pessoas procuram uma explicação para o fato de estarem vivas", frases que parecem opostas, mas são fruto da mesma coisa, digo que este tipo de pensamento não coaduna com as características humanas de materialismo, egoísmo e dominação. A Espiritualidade tem que ser inerente ao ser humano, senão seria impossível ela se manifestar a partir de seu interior.

Considerações Finais

Não entraremos em detalhes técnicos, mas o leitor pode procurar na literatura técnica que trata do cérebro os elementos concretos em que se baseiam nossas argumentações. As expressões chaves são "Sistema Límbico" e "Córtex pré-frontal". E as provas da superioridade cerebral humana estão ao nosso redor, desde o microchip, passando pelo celular, até os transatlânticos e complexos viários que possibilitam a circulação em nossas grandes cidades.

Ainda em relação às nossas cidades, fica patente a organização humana quando a sociedade atinge um número de membros da ordem de milhões.

Conclusão

Não existe um conjunto razoável e racional de fatores que possam basear a afirmação de que os homens são animais, pois os equipamentos e comportamentos exibidos pelo homem estão distantes anos-luz destes últimos.

domingo, 24 de setembro de 2017

Duvidar de si mesmo e o cuidado com o oposto

Como moramos neste nosso corpo, e a cabeça é o nosso guia, costumamos ser muito onipotentes e oniscientes em nossos próprios pensamentos. Devemos, o tempo todo, pensar que temos apenas uma cabeça para pensar. Temos dois olhos e dois ouvidos, mas uma só boca para proferir nossas opiniões e juízos.

A proposta

O que eu proponho neste artigo, a você leitor, é:

Que se quiser pensar corretamente, DUVIDE DE SI MESMO

O que observo entre um grupo de pessoas a quem recebo e que trato é uma rigidez de pensamento, uma certa majestade nas interpretações, e que já foi colocado em discussões, como a que está no link abaixo:

Pessoas do contra

Não é propriamente esta classificação que eu daria a estas pessoas, e acharei uma melhor no meu diagnóstico, ao final.

Discussão consigo mesmo

Nossa própria dualidade de membros, dos olhos e ouvidos (como já falei), já é uma proposta para termos sempre uma visão do outro lado das questões. Acesse a Internet e você vai constatar uma numerosa variedade de opiniões, de pontos de vista, alguns bem exagerados, radicais, engraçadas pelas colocações feitas, ridículas até.

Vamos supor que você esteja pensando sobre a tendência do politicamente correto, e lhe vem imediatamente na cabeça que a causa disto é o pensamento socialista exacerbado de hoje em dia. Então procure pensar como um racionalista também exacerbado. Este tipo de pessoa vai olhar cada objeto de discussão do politicamente correto. Tente achar três situações, no mínimo, em que se precise olhar para um e outro lado da questão, como por exemplo:

  • A gravidez na cadeia;
  • A prisão de uma mãe com filhos pequenos;
  • A detenção de menores infratores;


Escolhi estes casos porque envolvem aspectos humanos. Pense nestas "vítimas", e nos "vitimados", ou seja, nas pessoas que estão tendo sua liberdade cerceada, e nas pessoas que podem ter perdido entes queridos na mão destas "vítimas", como as classificam os politicamente corretos.

Mas, se eu propus que se olhasse "para um e outro lado da questão", propus algo até fácil. Vou ser mais exigente agora. Procure olhar um terceiro lado da questão, e é este o ponto em que quero chegar:

o equilíbrio

Quem sofreu o cerceamento da liberdade por ter cometido um crime, nunca poderia ser chamado de "vítima". O discurso politicamente correto parte do olhar de quem viu o indivíduo (e procuramos escolher aqueles que provocassem mais pena de quem olha: a mulher grávida, a mulher com filho e o menor) entrando na delegacia ou na cela. Já uma pessoa que procure o outro lado da questão pensa nas reais vítimas que estes indivíduos fizeram, na senda do mal.

E ainda precisamos de uma terceira visão. Esta outra deve ser uma mais científica, baseada na visão de uma terceira pessoa. No nosso caso, mas que pode ser extendido a tantos outros, quando se trate de julgar nos atos das pessoas, é a ESCALA DA MALDADE expressa pelo Índice da Maldade do cientista forense Michael Stone da Universidade de Columbia. Esta Escala divide os indivíduos, segundo sua maldade, desde os que matam em legítima defesa (1) até os assassinos frios, torturadores, que abusam sexualmente de suas vítimas.

As três visões

Tendo agora, depois desta procura por pontos de vista, as três visões:


  • Sua opinião;
  • O oposto da sua opinião, colocando-se do lado contrário;
  • Uma Escala do que é leve até o mais pesado;


Podemos pensar melhor, e não sermos vistos como radicais, tendenciosos ou "do contra", como coloca o artigo cujo link coloquei anteriormente.

Quando existe algum apoio científico, mesmo que temporário, mesmo antigo, tem-se um termômetro do calor que vem do erro cometido por um indivíduo, que dê pelo menos uma ideia de sua gravidade, para o tempo em que estamos vivendo.

A própria psicologia, ciência desenvolvida para avaliar os distúrbios que a pessoa esteja vivendo no momento, não dá respostas absolutas, tem progredido muito, cometeu muitos erros, mas é o melhor que temos, e deve servir de guia, e não de juiz.

Da mesma forma, sua opinião não deve ser um juízo, mas uma orientação, um apontador na escala de gravidade de um ato.

A pessoa com ênfase no oposto

A pessoa que opta obsessivamente pela Oposição Pura está julgando tanto como a pessoa que deu uma opinião sem análise de uma Escala. E para conhecer uma Escala a que se refere o assunto em questão é necessário um conjunto de conhecimentos. Conhecimento de vida é importante, mas pode estar repleto de exemplos que não se encaixam bem na situação. Mas o conhecimento por exemplos e estudo destes exemplos, com a visão de alguém do ramo pode estar bem mais certo.

Portanto, esta pessoa dita "do contra", pode ser classificada como alguém sem conhecimento, e que despreza a visão do indivíduo com quem conversa. É preciso buscar visões complementares, como esta da terceira pessoa, que pesquisou o assunto e que até construiu uma Escala. É fácil dar uma opinião contrária. Basta pegar a opinião de quem falou e invertê-la. Não existe mérito nisto. Os comentários no Youtube estão coalhados de contras. É raro ver uma opinião consistente. O leitor pode ver por si só. Falta leitura. E sem leitura não se encontra os conceitos envolvidos. Sem saber os conceitos envolvidos, não se faz relacionamentos entre as ideias. E relacionar ideias é conhecido como o nível mais elevado do que chamamos de PENSAR.

Diagnóstico

Como nada na psicologia é definitivo, podemos ter o vislumbre do "viciado no oposto" como alguém com um pequeno transtorno de planejamento, que acha que todo o assunto se resume nas ideias daquele que falou, mas como quer mostrar que ele está errado, inverte o sentido de suas ideias.

Se você observar bem, este foi justamente o nascedouro das ideias do "politicamente correto". E devemos ficar assustados com esta constatação, pois demonstra que estamos enveredando pelo caminho das inversões, que vem pervertendo todas as tradições de nossa sociedade, que beneficiam a colocação dos artífices deste tipo de pensamento tanto como cabeças filosóficas desta geração, como também em cargos políticos.

Se a sociedade, por exemplo, coloca que o aluno deve respeitar o professor, a inversão vem dizendo que o professor deve respeitar o "ritmo" do aluno. E daí ninguém acha errado o aluno agredir o professor, pois seu "ritmo" deve ser respeitado, bem como sua condição de "menor", protegido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

Portanto, pense bem antes de emitir as suas opiniões.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Por que as pessoas tratam mal as suas mães ?

Quando me propus a fazer este texto, várias pessoas me disseram que eu estaria respondendo a pergunta de todas as gerações. E todas estas pessoas são mães que estão passando por aquele período em que os filhos estão na Adolescência.

Não tenho a pretensão de solucionar este questionamento de longa data da humanidade. Nós psicólogos e psicanalistas nos baseamos em nossos casos de consultório, e construímos um conhecimento que se pode dizer empírico, pois não existe uma "Mecânica Cerebral" única, com resultados precisos, como se a Mente humana fosse máquina.

Motivação

Então, como expliquei, a motivação para este artigo vem das reclamações, principalmente, das mães. E particularmente das mães que, sinceramente, se esmeram em fazer tudo pelos filhos. E qual é o drama destas mães ?

APESAR DE SEU ESFORÇO, OS FILHOS ESTÃO SEMPRE RECLAMANDO DO RECEBIDO

Lógica e a mente humana

As pessoas, principalmente as mais jovens, raciocinam com a Emoção. Quando digo Emoção, quero realmente dizer "Conjunto de Metáforas". Metáforas são associações indiretas com a ideia principal, impressões misturadas e confusas da Realidade. Ninguém, mesmo adulto, é capaz de ver os fatos na sua Realidade 100%.

Na metáfora primeira do ser humano está uma mistura de ASCENDÊNCIA, ALIMENTO, PROTEÇÃO, CALOR CORPORAL, CARINHO E APROVAÇÃO, ou seja, em outras palavras, PRINCÍPIO BÁSICO DE SOBREVIVÊNCIA. Quem você conhece, como pessoa, que expressa todas estas metáforas, com uma só palavra?

A SUA MÃE

Não quero ser Freudiana, pois mesmo este gênio cometeu alguns exageros em seus experimentos e em sua autoanálise. Os leitores vão me dar razão ao acompanhar o meu raciocínio.

Neurosciências

O estudo mais apurado do equipamento cerebral vem afirmando que o Cérebro capta as informações do ambiente e as interpreta sob a forma de associações cujas fontes são órgãos fisiológicos. As sensações que citamos acima, como sendo a mistura que se traduz em MÃE vem de estômago, do tato e do olhar. Estas sensações são todas físicas.

Somente o desenvolvimento de nosso lado racional, para o qual nós, os profissionais da saúde psicológica do indivíduo, apelamos em relação aos nossos pacientes, para que sejam curados, ou pelo menos para que possam prosseguir suas vidas lidando com suas metáforas anteriores sem se autodestruírem.

A idade adulta

O que é um adulto ? Segundo este raciocínio que estamos seguindo, adulto é aquele que é capaz de prover a si mesmo os componentes da mistura que se misturam para formar a metáfora da mãe. O adulto sabe tomar as providências para ter seu Alimento e sua Proteção, através de seu Trabalho. E, se tiver a habilidade socialk, formará a sua família e seu círculo de amigos para ter o Carinho e a Aprovação, que não podem ser diretamente extraídos do Trabalho. Devido à falta desta Habilidade Social, muitos são os adultos carentes, pois não conseguem formar ou manter uma família, e nem conseguem fazer e manter seus amigos.

Já notaram como aqueles que fracassam na família e nas amizades tendem a voltar à mãe ? E quando esta não existe mais, já contaram quantos caíram em depressão ?

Nossas necessidades

Temos que responder à pergunta do texto, aqui transformada em outra, anterior à do título. O que ocorre quando alguma destas necessidades não é atendida ?

Analisemos o caso com um exemplo. A mãe traz um lanche que o filho não agrada de todo. Estamos nos referindo ao ALIMENTO, um dos componentes da metáfora mãe. O Alimento desagradou o filho ou a filha. O que acontece ? O filho vê uma não correspondência entre a Mãe que se apresenta para suprir a sua expectativa de Necessidade do momento. Então ele "chora internamente". Aquela que lhe trouxe um Alimento que ele julga inadequado é como se fosse uma IMPOSTORA.

A mãe explica, que julgava que aquilo o satisfaria, mas o filho está totalmente dominado por uma metáfora. A Metáfora é superior à Mãe física que está ali. Ele, jovem, não tem domínio racional total sobre o seu próprio modo de pensar.

Daremos agora uma prova de conhecimento de quem trabalha.

O empregado e o seu chefe direto

Uma das reclamações de todo empregado, nas empresas, em relação ao seu gerente é:

Eu faço tudo direito. 
Quando erro uma coisinha, meu chefe estressa comigo

Todos nós sabemos que os gerentes pegam no pé de quem trabalha. Eles não dão serviço para quem não gosta de trabalhar, pois já sabe que este empregado não fazê-lo, e seu superior vai cair em cima desse gerente. Portanto, o chefe dá serviço que tem que ser feito para aquele empregado que vai fazê-lo.

Mas e daí, como explicar o estresse quando este bom empregado erra uma pequenina coisa ?

Lembram-se dos componentes da Mãe ? Um dos componentes é a PROTEÇÃO. O bom empregado, aquele que trabalha duro, que cumpre suas obrigações, que sabe resolver os problemas, É UM ESCUDO PARA O GERENTE. Vejam os adjetivos que são dados a alguins empregados: ASSESSOR, ENCARREGADO, CAPATAZ.

Portanto, se este bom empregado, é o escudo do chefe, metaforicamente, naquele momento de resolver um problema, É A PERSONIFICAÇÃO DA MÃE DO CHEFE.

Querem a demonstração ? Já viram quais as lamentações um chefe diz nesta situação, em que algo pequeno sai errado ?

"Você não podia fazer isto comigo" ou "olha o que você fez comigo" ou "eu depositei minha confiança em você, e olha o que você fez"

Estas frases são carregadas de uma paixão que se compara ao CHORO DO FILHO COM A MÃE.

Se os gerentes de empresas, adultos, compreendessem isto, deixariam imediatamente de ter esta reação infantil.

Conclusão

A Mãe é um símbolo muito poderoso da humanidade, e sua personalidade objetiva e afetiva vai se projetar repetidas vezes em pessoas de nosso convívio. Toda vez que nos decepcionarmos com pessoas em quem temos confiança, estará se repetindo o CHORO INFANTIL.





sábado, 15 de abril de 2017

O amor de buteco

Local de encontro preferencial dos jovens e "pós-jovens", o bar, restaurante, espeteria ou estabelecimento do gênero é o local mais comum para o encontro dos candidatos à paixão.

Mas seria somente o local algo mágico, com algum "pó" espalhado em sua atmosfera que poderia produzir a maior parte dos encontros dos pares que vão se tornar casais ?

O segredo

A explicação não está no local. Bares e restaurantes não são templos sagrados, onde uma entidade esteja de plantão, para consolidar relações.

A explicação está na própria constituição corporal do ser humano, particularmente em seu cérebro, tudo preparado pela natureza, pois a tendência natural dos seres humanos, em uma relação de casal, é o desentendimento.

A preparação

O jovem e o pós-jovem, diante da perspectiva de provável encontro, se arruma, tomando seu banho, vestindo uma boa roupa e ajustando a sua aparência, repleto de expectativas. Esta é a parte externa. Internamente, o sistema de processamento de emoções, conhecido como Sistema Límbico, já elevou o coeficiente emocional, numa escala de 10 ao nível de 6 ou 7 pontos.

O pensamento do jovem ou pós-jovem está quase convicto de que vai encontrar alguém, em um local onde vai um grande número de indivíduos do sexo oposto.

O perfume

Pode-se achar que um detalhe é algo irrelevante, como o perfume que o jovem aplica na pele. Absolutamente. Quando os estudos de Neurosciências iniciaram, o cérebro era chamado de Rinoencéfalo, tal a ligação dos órgãos do olfato com o centro do sistema nervoso que foi observada.

Os dois sentidos que são quase diretamente ligados ao cérebro, diferentemente da visão, são a Audição e o Olfato.

A Audição é necessária para reações imediatas a barulhos repentinos (como explosões ou gritos), assim como o Olfato, quando se detecta o cheiro de um predador próximo, ou de algo queimando. O Olfato influencia enormemente a atração sexual, caso o sentido da visão não reprove o candidato à paixão de forma muito incisiva.

O sentido do Olfato soma pontos ao Sistema Límbico que citamos anteriormente.

A Música

Outro detalhe do ambiente que complementa os pontos até agora levantados como os propícios ao estado de paixão é a Música. Como explicamos, a Audição é um sentido que tem acesso direto ao Cérebro do indivíduo.

Estado resultante

Com todos estes fatores associados, atacando a parte mais primitiva do cérebro da pessoa (alias denominado cérebro reptiliano, pela sua primitividade), somente uma reação racional muito forte poderia impedir que o jovem se lançasse sobre a primeira pessoa do sexo oposto que aparecesse à sua frente.

Esta reação só pode ser esperada quando o indivíduo já tem madura uma parte importante do seu Sistema Cerebral, conhecido como Córtex pré-frontal, responsável pelo planejamento pessoal, pelo relacionamento pessoal e pela previsão das consequências de seus atos. E isto só se espera de pessoas que já atingiram os 25 anos de vida. E estudos estatísticos demonstram que esta idade limite está aumentando, com os brasileiros demorando cada vez mais a amadurecer.

A poesia

A poesia explica onde reside a semente de tal estado, pois os poetas raciocinam com o seu íntimo, sem preconceitos, sem racionalismos Sociológicos, sem "dourar a pílula". Em versos de sambas, encontram-se estrofes como "encontrei a cura para a minha paixão". Neste ponto de vista, o indivíduo é considerado como estando sofrendo de uma doença, antes mesmo de encontrar o outro ou a outra: A PAIXÃO.

Sob o ponto de vista abordado, da ciência, a Paixão é um estado aparentemente ligado a fatores clínicos. O cérebro do indivíduo está clinicamente alterado.

Conclusão

O jovem é um indivíduo totalmente vulnerável à paixão, quando adentra os locais com uma densidade demográfica observada nos locais comuns de encontro citados, bem como em festas. O efeito esperado é realmente o de achar uma pessoa, pelo menos temporariamente, com a qual terá um relacionamento, com todas as suas consequências.


sábado, 8 de abril de 2017

O preguiçoso existencial

Parece que quanto mais temos, menos temos disposição para procurar mais.

A civilização terrena conquistou mais um século, o que é grande vitória, pois quase destruímos o mundo nas invasões bárbaras à Roma, na segunda grande guerra e na crise de mísseis de Cuba.

Estaria então tudo pronto para só usufruírmos ?

Prova em contrário nos é dada pelos noticiários, onde erros tolos e comuns provocam desastres, mortes e exemplos de futilidade nas reações humanas. Os problemas pessoais continuam os mesmos, com uma demonstração, por parte dos pacientes, de que não estavam informados sobre isto ou sobre aquilo. Engraçado, pois vivem com uma "janela" para o conhecimento dentro do bolso, que DIZEM lhes fornecer toda a informação disponível.

Esta informação sem princípios básicos de ótica filosófica produziu o que vamos chamar de PREGUIÇOSO EXISTENCIAL.

Vou enumerar alguns pontos de vista deste indivíduo:

- Acha que tudo de errado que existe na sociedade é culpa dos políticos;

- Vive deprimido, em graus variáveis, e assim vai caminhando em seus dias fastidiosos;

- Acredita em Darwinismo, na Sociologia, nas normas e nos procedimentos, não como caminhos, mas como verdades inquestionáveis;

- Não faz revisão do que está acostumado a fazer, nem de como costuma pensar;

- Não entende as outras pessoas, pois carece de base filosófica e de valores;

- Acha que está sendo derrotado pela situação;

- Não acredita no amor ou diz acreditar nele, achando que ele é um sentimento que vem de dentro de si mesmo;

- Acredita em fronteiras e limites impostos por interesses excusos;

- Acredita que a genética dita tudo, e o homem é uma pobre vítima;

- Acredita que os "poderosos" tem o direito adquirido de oprimí-lo (adora o ditado de que MANDA QUEM PODE E OBEDECE QUEM TEM JUÍZO, sem discernir Líder de Capataz).

Qual a causa de tal comportamento ?

Podemos citar algumas:

- Falta de busca de valores espirituais;

- Falta de busca por valores filosóficos;

- Troca dos heróis essencialmente míticos por falsos heróis de programas de TV;

- Falta de bases para argumentação;

- Falta de leitura de poesias;

- Achar que não pode mudar nada;

- Achar que a prosperidade financeira é o que importa;

- Um mundo que "parece" pronto;

- Propagação de falsos princípios que levam o nome de POLITICAMENTE CORRETO.

Conclusão

As duas prioridades amplamente divulgadas de nossos governos são SAÚDE e EDUCAÇÃO. Uma grande mentira, pois todo o arcabouço de argumentação dos políticos é notoriamente falso, e nossos jovens são atraídos por iniciativas MAIS FÁCEIS, toleradas e incentivadas pelos governos, para idiotizar os indivíduos.

E vem dando certo.

Nada do que foi dito é novidade, mas era necessário colocar claramente.