sábado, 8 de abril de 2017

O preguiçoso existencial

Parece que quanto mais temos, menos temos disposição para procurar mais.

A civilização terrena conquistou mais um século, o que é grande vitória, pois quase destruímos o mundo nas invasões bárbaras à Roma, na segunda grande guerra e na crise de mísseis de Cuba.

Estaria então tudo pronto para só usufruírmos ?

Prova em contrário nos é dada pelos noticiários, onde erros tolos e comuns provocam desastres, mortes e exemplos de futilidade nas reações humanas. Os problemas pessoais continuam os mesmos, com uma demonstração, por parte dos pacientes, de que não estavam informados sobre isto ou sobre aquilo. Engraçado, pois vivem com uma "janela" para o conhecimento dentro do bolso, que DIZEM lhes fornecer toda a informação disponível.

Esta informação sem princípios básicos de ótica filosófica produziu o que vamos chamar de PREGUIÇOSO EXISTENCIAL.

Vou enumerar alguns pontos de vista deste indivíduo:

- Acha que tudo de errado que existe na sociedade é culpa dos políticos;

- Vive deprimido, em graus variáveis, e assim vai caminhando em seus dias fastidiosos;

- Acredita em Darwinismo, na Sociologia, nas normas e nos procedimentos, não como caminhos, mas como verdades inquestionáveis;

- Não faz revisão do que está acostumado a fazer, nem de como costuma pensar;

- Não entende as outras pessoas, pois carece de base filosófica e de valores;

- Acha que está sendo derrotado pela situação;

- Não acredita no amor ou diz acreditar nele, achando que ele é um sentimento que vem de dentro de si mesmo;

- Acredita em fronteiras e limites impostos por interesses excusos;

- Acredita que a genética dita tudo, e o homem é uma pobre vítima;

- Acredita que os "poderosos" tem o direito adquirido de oprimí-lo (adora o ditado de que MANDA QUEM PODE E OBEDECE QUEM TEM JUÍZO, sem discernir Líder de Capataz).

Qual a causa de tal comportamento ?

Podemos citar algumas:

- Falta de busca de valores espirituais;

- Falta de busca por valores filosóficos;

- Troca dos heróis essencialmente míticos por falsos heróis de programas de TV;

- Falta de bases para argumentação;

- Falta de leitura de poesias;

- Achar que não pode mudar nada;

- Achar que a prosperidade financeira é o que importa;

- Um mundo que "parece" pronto;

- Propagação de falsos princípios que levam o nome de POLITICAMENTE CORRETO.

Conclusão

As duas prioridades amplamente divulgadas de nossos governos são SAÚDE e EDUCAÇÃO. Uma grande mentira, pois todo o arcabouço de argumentação dos políticos é notoriamente falso, e nossos jovens são atraídos por iniciativas MAIS FÁCEIS, toleradas e incentivadas pelos governos, para idiotizar os indivíduos.

E vem dando certo.

Nada do que foi dito é novidade, mas era necessário colocar claramente.

Um comentário:

  1. Eu não tinha visto, até hoje, uma explicação para a mania de ser politicamente correto. Mas agora já tenho visto, neste texto, associado à preguiça.
    É mais fácil aceitar mesmo o que é médio, ou seja, medíocre. O politicamente correto, no fundo, lá bem no fundo, é um medíocre. E medíocres são preguiçosos mesmo.

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