sábado, 13 de outubro de 2018

Vivendo no passado

A memória é o instituto cerebral de registro de experiências que nos protege da reincidência em erros, que guarda lembranças de quem amamos para sempre lhes retribuir este amor, e de quem quer nos prejudicar para que nos mantenhamos afastados deles.

Experiências

Como diz o nome, experiências são MODELOS de contexto/comportamento. Por exemplo, se somos roubadas na porta de uma padaria, a experiência serve para tomarmos cuidado naquele local e também nas lojas que tenham o mesmo perfil de contexto desta padaria. Se esta for uma loja de esquina, perto de uma comunidade, tomaremos cuidado em lojas com este tipo de configuração.

A experiência não pode ser tomada como REGRA. Tem pessoas que são assaltadas na frente de uma padaria e depois não voltam nunca mais nela. É mais ou menos como dizer "o raio não cai duas vezes no mesmo lugar". Se a pessoa cair nesta armadilha do SEMPRE NESTE LOCAL, vai enlouquecer.

Memória

Pois bem. A memória armazenou a experiência, com aquela configuração específica. A impressão fica como experiência.

Eu aviso, então, esperando prestar um serviço a muita gente que sofre:

Experiências não devem ser a Senhora Absoluta da sua vida

A memória pode te avisar se houver uma probabilidade de uma experiência vir a ser desagradável, mas isto não é uma verdade absoluta e nem uma CERTEZA em um outro tempo.

Qual é o limite

O limite de poder da memória é a fronteira do razoável quando se amadurece. Suas memórias de sofrimento, frente à dor, à angústia, em contextos que você nunca mais vai estar, DEVEM SER ABANDONADOS.

Se eu mudar de cidade, sabendo conscientemente que ela é mais segura, eu deverei me sentir mais segura, abaixando o meu grau de alerta frente àquela situação do contexto doloroso.

O lado positivo incômodo

Até agora tratamos do lado negativo das lembranças, que podem nos incomodar. Agora vou tratar do outro lado, que incomoda as pessoas à nossa volta.

As boas lembranças, de escolas de nossa mocidade, da Universidade e até de locais de trabalho, podem nos levar a ser extremamente chatas. Ao encontrar com amigos e conhecidos, evite contar sempre as mesmas histórias das situações que te deram prazer, pois

Só você sabe o valor de suas experiências pessoais

É como a sensação de sua formatura, do seu casamento, do seu primeiro filho. Só você tem a verdadeira dimensão deste fato. As outras pessoas não passaram por isto, pois não estão em seu corpo, em sua mente e nem em sua memória.

Concluindo

Não seja escravo de suas experiências. Se estiver nestas situações, procure ajuda. Não deixe que o "passado negativo" seja um pesadelo em sua vida, e nem que o "passado positivo" te torne um chato.








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