domingo, 24 de setembro de 2017

Duvidar de si mesmo e o cuidado com o oposto

Como moramos neste nosso corpo, e a cabeça é o nosso guia, costumamos ser muito onipotentes e oniscientes em nossos próprios pensamentos. Devemos, o tempo todo, pensar que temos apenas uma cabeça para pensar. Temos dois olhos e dois ouvidos, mas uma só boca para proferir nossas opiniões e juízos.

A proposta

O que eu proponho neste artigo, a você leitor, é:

Que se quiser pensar corretamente, DUVIDE DE SI MESMO

O que observo entre um grupo de pessoas a quem recebo e que trato é uma rigidez de pensamento, uma certa majestade nas interpretações, e que já foi colocado em discussões, como a que está no link abaixo:

Pessoas do contra

Não é propriamente esta classificação que eu daria a estas pessoas, e acharei uma melhor no meu diagnóstico, ao final.

Discussão consigo mesmo

Nossa própria dualidade de membros, dos olhos e ouvidos (como já falei), já é uma proposta para termos sempre uma visão do outro lado das questões. Acesse a Internet e você vai constatar uma numerosa variedade de opiniões, de pontos de vista, alguns bem exagerados, radicais, engraçadas pelas colocações feitas, ridículas até.

Vamos supor que você esteja pensando sobre a tendência do politicamente correto, e lhe vem imediatamente na cabeça que a causa disto é o pensamento socialista exacerbado de hoje em dia. Então procure pensar como um racionalista também exacerbado. Este tipo de pessoa vai olhar cada objeto de discussão do politicamente correto. Tente achar três situações, no mínimo, em que se precise olhar para um e outro lado da questão, como por exemplo:

  • A gravidez na cadeia;
  • A prisão de uma mãe com filhos pequenos;
  • A detenção de menores infratores;


Escolhi estes casos porque envolvem aspectos humanos. Pense nestas "vítimas", e nos "vitimados", ou seja, nas pessoas que estão tendo sua liberdade cerceada, e nas pessoas que podem ter perdido entes queridos na mão destas "vítimas", como as classificam os politicamente corretos.

Mas, se eu propus que se olhasse "para um e outro lado da questão", propus algo até fácil. Vou ser mais exigente agora. Procure olhar um terceiro lado da questão, e é este o ponto em que quero chegar:

o equilíbrio

Quem sofreu o cerceamento da liberdade por ter cometido um crime, nunca poderia ser chamado de "vítima". O discurso politicamente correto parte do olhar de quem viu o indivíduo (e procuramos escolher aqueles que provocassem mais pena de quem olha: a mulher grávida, a mulher com filho e o menor) entrando na delegacia ou na cela. Já uma pessoa que procure o outro lado da questão pensa nas reais vítimas que estes indivíduos fizeram, na senda do mal.

E ainda precisamos de uma terceira visão. Esta outra deve ser uma mais científica, baseada na visão de uma terceira pessoa. No nosso caso, mas que pode ser extendido a tantos outros, quando se trate de julgar nos atos das pessoas, é a ESCALA DA MALDADE expressa pelo Índice da Maldade do cientista forense Michael Stone da Universidade de Columbia. Esta Escala divide os indivíduos, segundo sua maldade, desde os que matam em legítima defesa (1) até os assassinos frios, torturadores, que abusam sexualmente de suas vítimas.

As três visões

Tendo agora, depois desta procura por pontos de vista, as três visões:


  • Sua opinião;
  • O oposto da sua opinião, colocando-se do lado contrário;
  • Uma Escala do que é leve até o mais pesado;


Podemos pensar melhor, e não sermos vistos como radicais, tendenciosos ou "do contra", como coloca o artigo cujo link coloquei anteriormente.

Quando existe algum apoio científico, mesmo que temporário, mesmo antigo, tem-se um termômetro do calor que vem do erro cometido por um indivíduo, que dê pelo menos uma ideia de sua gravidade, para o tempo em que estamos vivendo.

A própria psicologia, ciência desenvolvida para avaliar os distúrbios que a pessoa esteja vivendo no momento, não dá respostas absolutas, tem progredido muito, cometeu muitos erros, mas é o melhor que temos, e deve servir de guia, e não de juiz.

Da mesma forma, sua opinião não deve ser um juízo, mas uma orientação, um apontador na escala de gravidade de um ato.

A pessoa com ênfase no oposto

A pessoa que opta obsessivamente pela Oposição Pura está julgando tanto como a pessoa que deu uma opinião sem análise de uma Escala. E para conhecer uma Escala a que se refere o assunto em questão é necessário um conjunto de conhecimentos. Conhecimento de vida é importante, mas pode estar repleto de exemplos que não se encaixam bem na situação. Mas o conhecimento por exemplos e estudo destes exemplos, com a visão de alguém do ramo pode estar bem mais certo.

Portanto, esta pessoa dita "do contra", pode ser classificada como alguém sem conhecimento, e que despreza a visão do indivíduo com quem conversa. É preciso buscar visões complementares, como esta da terceira pessoa, que pesquisou o assunto e que até construiu uma Escala. É fácil dar uma opinião contrária. Basta pegar a opinião de quem falou e invertê-la. Não existe mérito nisto. Os comentários no Youtube estão coalhados de contras. É raro ver uma opinião consistente. O leitor pode ver por si só. Falta leitura. E sem leitura não se encontra os conceitos envolvidos. Sem saber os conceitos envolvidos, não se faz relacionamentos entre as ideias. E relacionar ideias é conhecido como o nível mais elevado do que chamamos de PENSAR.

Diagnóstico

Como nada na psicologia é definitivo, podemos ter o vislumbre do "viciado no oposto" como alguém com um pequeno transtorno de planejamento, que acha que todo o assunto se resume nas ideias daquele que falou, mas como quer mostrar que ele está errado, inverte o sentido de suas ideias.

Se você observar bem, este foi justamente o nascedouro das ideias do "politicamente correto". E devemos ficar assustados com esta constatação, pois demonstra que estamos enveredando pelo caminho das inversões, que vem pervertendo todas as tradições de nossa sociedade, que beneficiam a colocação dos artífices deste tipo de pensamento tanto como cabeças filosóficas desta geração, como também em cargos políticos.

Se a sociedade, por exemplo, coloca que o aluno deve respeitar o professor, a inversão vem dizendo que o professor deve respeitar o "ritmo" do aluno. E daí ninguém acha errado o aluno agredir o professor, pois seu "ritmo" deve ser respeitado, bem como sua condição de "menor", protegido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

Portanto, pense bem antes de emitir as suas opiniões.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Por que as pessoas tratam mal as suas mães ?

Quando me propus a fazer este texto, várias pessoas me disseram que eu estaria respondendo a pergunta de todas as gerações. E todas estas pessoas são mães que estão passando por aquele período em que os filhos estão na Adolescência.

Não tenho a pretensão de solucionar este questionamento de longa data da humanidade. Nós psicólogos e psicanalistas nos baseamos em nossos casos de consultório, e construímos um conhecimento que se pode dizer empírico, pois não existe uma "Mecânica Cerebral" única, com resultados precisos, como se a Mente humana fosse máquina.

Motivação

Então, como expliquei, a motivação para este artigo vem das reclamações, principalmente, das mães. E particularmente das mães que, sinceramente, se esmeram em fazer tudo pelos filhos. E qual é o drama destas mães ?

APESAR DE SEU ESFORÇO, OS FILHOS ESTÃO SEMPRE RECLAMANDO DO RECEBIDO

Lógica e a mente humana

As pessoas, principalmente as mais jovens, raciocinam com a Emoção. Quando digo Emoção, quero realmente dizer "Conjunto de Metáforas". Metáforas são associações indiretas com a ideia principal, impressões misturadas e confusas da Realidade. Ninguém, mesmo adulto, é capaz de ver os fatos na sua Realidade 100%.

Na metáfora primeira do ser humano está uma mistura de ASCENDÊNCIA, ALIMENTO, PROTEÇÃO, CALOR CORPORAL, CARINHO E APROVAÇÃO, ou seja, em outras palavras, PRINCÍPIO BÁSICO DE SOBREVIVÊNCIA. Quem você conhece, como pessoa, que expressa todas estas metáforas, com uma só palavra?

A SUA MÃE

Não quero ser Freudiana, pois mesmo este gênio cometeu alguns exageros em seus experimentos e em sua autoanálise. Os leitores vão me dar razão ao acompanhar o meu raciocínio.

Neurosciências

O estudo mais apurado do equipamento cerebral vem afirmando que o Cérebro capta as informações do ambiente e as interpreta sob a forma de associações cujas fontes são órgãos fisiológicos. As sensações que citamos acima, como sendo a mistura que se traduz em MÃE vem de estômago, do tato e do olhar. Estas sensações são todas físicas.

Somente o desenvolvimento de nosso lado racional, para o qual nós, os profissionais da saúde psicológica do indivíduo, apelamos em relação aos nossos pacientes, para que sejam curados, ou pelo menos para que possam prosseguir suas vidas lidando com suas metáforas anteriores sem se autodestruírem.

A idade adulta

O que é um adulto ? Segundo este raciocínio que estamos seguindo, adulto é aquele que é capaz de prover a si mesmo os componentes da mistura que se misturam para formar a metáfora da mãe. O adulto sabe tomar as providências para ter seu Alimento e sua Proteção, através de seu Trabalho. E, se tiver a habilidade socialk, formará a sua família e seu círculo de amigos para ter o Carinho e a Aprovação, que não podem ser diretamente extraídos do Trabalho. Devido à falta desta Habilidade Social, muitos são os adultos carentes, pois não conseguem formar ou manter uma família, e nem conseguem fazer e manter seus amigos.

Já notaram como aqueles que fracassam na família e nas amizades tendem a voltar à mãe ? E quando esta não existe mais, já contaram quantos caíram em depressão ?

Nossas necessidades

Temos que responder à pergunta do texto, aqui transformada em outra, anterior à do título. O que ocorre quando alguma destas necessidades não é atendida ?

Analisemos o caso com um exemplo. A mãe traz um lanche que o filho não agrada de todo. Estamos nos referindo ao ALIMENTO, um dos componentes da metáfora mãe. O Alimento desagradou o filho ou a filha. O que acontece ? O filho vê uma não correspondência entre a Mãe que se apresenta para suprir a sua expectativa de Necessidade do momento. Então ele "chora internamente". Aquela que lhe trouxe um Alimento que ele julga inadequado é como se fosse uma IMPOSTORA.

A mãe explica, que julgava que aquilo o satisfaria, mas o filho está totalmente dominado por uma metáfora. A Metáfora é superior à Mãe física que está ali. Ele, jovem, não tem domínio racional total sobre o seu próprio modo de pensar.

Daremos agora uma prova de conhecimento de quem trabalha.

O empregado e o seu chefe direto

Uma das reclamações de todo empregado, nas empresas, em relação ao seu gerente é:

Eu faço tudo direito. 
Quando erro uma coisinha, meu chefe estressa comigo

Todos nós sabemos que os gerentes pegam no pé de quem trabalha. Eles não dão serviço para quem não gosta de trabalhar, pois já sabe que este empregado não fazê-lo, e seu superior vai cair em cima desse gerente. Portanto, o chefe dá serviço que tem que ser feito para aquele empregado que vai fazê-lo.

Mas e daí, como explicar o estresse quando este bom empregado erra uma pequenina coisa ?

Lembram-se dos componentes da Mãe ? Um dos componentes é a PROTEÇÃO. O bom empregado, aquele que trabalha duro, que cumpre suas obrigações, que sabe resolver os problemas, É UM ESCUDO PARA O GERENTE. Vejam os adjetivos que são dados a alguins empregados: ASSESSOR, ENCARREGADO, CAPATAZ.

Portanto, se este bom empregado, é o escudo do chefe, metaforicamente, naquele momento de resolver um problema, É A PERSONIFICAÇÃO DA MÃE DO CHEFE.

Querem a demonstração ? Já viram quais as lamentações um chefe diz nesta situação, em que algo pequeno sai errado ?

"Você não podia fazer isto comigo" ou "olha o que você fez comigo" ou "eu depositei minha confiança em você, e olha o que você fez"

Estas frases são carregadas de uma paixão que se compara ao CHORO DO FILHO COM A MÃE.

Se os gerentes de empresas, adultos, compreendessem isto, deixariam imediatamente de ter esta reação infantil.

Conclusão

A Mãe é um símbolo muito poderoso da humanidade, e sua personalidade objetiva e afetiva vai se projetar repetidas vezes em pessoas de nosso convívio. Toda vez que nos decepcionarmos com pessoas em quem temos confiança, estará se repetindo o CHORO INFANTIL.





sábado, 15 de abril de 2017

O amor de buteco

Local de encontro preferencial dos jovens e "pós-jovens", o bar, restaurante, espeteria ou estabelecimento do gênero é o local mais comum para o encontro dos candidatos à paixão.

Mas seria somente o local algo mágico, com algum "pó" espalhado em sua atmosfera que poderia produzir a maior parte dos encontros dos pares que vão se tornar casais ?

O segredo

A explicação não está no local. Bares e restaurantes não são templos sagrados, onde uma entidade esteja de plantão, para consolidar relações.

A explicação está na própria constituição corporal do ser humano, particularmente em seu cérebro, tudo preparado pela natureza, pois a tendência natural dos seres humanos, em uma relação de casal, é o desentendimento.

A preparação

O jovem e o pós-jovem, diante da perspectiva de provável encontro, se arruma, tomando seu banho, vestindo uma boa roupa e ajustando a sua aparência, repleto de expectativas. Esta é a parte externa. Internamente, o sistema de processamento de emoções, conhecido como Sistema Límbico, já elevou o coeficiente emocional, numa escala de 10 ao nível de 6 ou 7 pontos.

O pensamento do jovem ou pós-jovem está quase convicto de que vai encontrar alguém, em um local onde vai um grande número de indivíduos do sexo oposto.

O perfume

Pode-se achar que um detalhe é algo irrelevante, como o perfume que o jovem aplica na pele. Absolutamente. Quando os estudos de Neurosciências iniciaram, o cérebro era chamado de Rinoencéfalo, tal a ligação dos órgãos do olfato com o centro do sistema nervoso que foi observada.

Os dois sentidos que são quase diretamente ligados ao cérebro, diferentemente da visão, são a Audição e o Olfato.

A Audição é necessária para reações imediatas a barulhos repentinos (como explosões ou gritos), assim como o Olfato, quando se detecta o cheiro de um predador próximo, ou de algo queimando. O Olfato influencia enormemente a atração sexual, caso o sentido da visão não reprove o candidato à paixão de forma muito incisiva.

O sentido do Olfato soma pontos ao Sistema Límbico que citamos anteriormente.

A Música

Outro detalhe do ambiente que complementa os pontos até agora levantados como os propícios ao estado de paixão é a Música. Como explicamos, a Audição é um sentido que tem acesso direto ao Cérebro do indivíduo.

Estado resultante

Com todos estes fatores associados, atacando a parte mais primitiva do cérebro da pessoa (alias denominado cérebro reptiliano, pela sua primitividade), somente uma reação racional muito forte poderia impedir que o jovem se lançasse sobre a primeira pessoa do sexo oposto que aparecesse à sua frente.

Esta reação só pode ser esperada quando o indivíduo já tem madura uma parte importante do seu Sistema Cerebral, conhecido como Córtex pré-frontal, responsável pelo planejamento pessoal, pelo relacionamento pessoal e pela previsão das consequências de seus atos. E isto só se espera de pessoas que já atingiram os 25 anos de vida. E estudos estatísticos demonstram que esta idade limite está aumentando, com os brasileiros demorando cada vez mais a amadurecer.

A poesia

A poesia explica onde reside a semente de tal estado, pois os poetas raciocinam com o seu íntimo, sem preconceitos, sem racionalismos Sociológicos, sem "dourar a pílula". Em versos de sambas, encontram-se estrofes como "encontrei a cura para a minha paixão". Neste ponto de vista, o indivíduo é considerado como estando sofrendo de uma doença, antes mesmo de encontrar o outro ou a outra: A PAIXÃO.

Sob o ponto de vista abordado, da ciência, a Paixão é um estado aparentemente ligado a fatores clínicos. O cérebro do indivíduo está clinicamente alterado.

Conclusão

O jovem é um indivíduo totalmente vulnerável à paixão, quando adentra os locais com uma densidade demográfica observada nos locais comuns de encontro citados, bem como em festas. O efeito esperado é realmente o de achar uma pessoa, pelo menos temporariamente, com a qual terá um relacionamento, com todas as suas consequências.


sábado, 8 de abril de 2017

O preguiçoso existencial

Parece que quanto mais temos, menos temos disposição para procurar mais.

A civilização terrena conquistou mais um século, o que é grande vitória, pois quase destruímos o mundo nas invasões bárbaras à Roma, na segunda grande guerra e na crise de mísseis de Cuba.

Estaria então tudo pronto para só usufruírmos ?

Prova em contrário nos é dada pelos noticiários, onde erros tolos e comuns provocam desastres, mortes e exemplos de futilidade nas reações humanas. Os problemas pessoais continuam os mesmos, com uma demonstração, por parte dos pacientes, de que não estavam informados sobre isto ou sobre aquilo. Engraçado, pois vivem com uma "janela" para o conhecimento dentro do bolso, que DIZEM lhes fornecer toda a informação disponível.

Esta informação sem princípios básicos de ótica filosófica produziu o que vamos chamar de PREGUIÇOSO EXISTENCIAL.

Vou enumerar alguns pontos de vista deste indivíduo:

- Acha que tudo de errado que existe na sociedade é culpa dos políticos;

- Vive deprimido, em graus variáveis, e assim vai caminhando em seus dias fastidiosos;

- Acredita em Darwinismo, na Sociologia, nas normas e nos procedimentos, não como caminhos, mas como verdades inquestionáveis;

- Não faz revisão do que está acostumado a fazer, nem de como costuma pensar;

- Não entende as outras pessoas, pois carece de base filosófica e de valores;

- Acha que está sendo derrotado pela situação;

- Não acredita no amor ou diz acreditar nele, achando que ele é um sentimento que vem de dentro de si mesmo;

- Acredita em fronteiras e limites impostos por interesses excusos;

- Acredita que a genética dita tudo, e o homem é uma pobre vítima;

- Acredita que os "poderosos" tem o direito adquirido de oprimí-lo (adora o ditado de que MANDA QUEM PODE E OBEDECE QUEM TEM JUÍZO, sem discernir Líder de Capataz).

Qual a causa de tal comportamento ?

Podemos citar algumas:

- Falta de busca de valores espirituais;

- Falta de busca por valores filosóficos;

- Troca dos heróis essencialmente míticos por falsos heróis de programas de TV;

- Falta de bases para argumentação;

- Falta de leitura de poesias;

- Achar que não pode mudar nada;

- Achar que a prosperidade financeira é o que importa;

- Um mundo que "parece" pronto;

- Propagação de falsos princípios que levam o nome de POLITICAMENTE CORRETO.

Conclusão

As duas prioridades amplamente divulgadas de nossos governos são SAÚDE e EDUCAÇÃO. Uma grande mentira, pois todo o arcabouço de argumentação dos políticos é notoriamente falso, e nossos jovens são atraídos por iniciativas MAIS FÁCEIS, toleradas e incentivadas pelos governos, para idiotizar os indivíduos.

E vem dando certo.

Nada do que foi dito é novidade, mas era necessário colocar claramente.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Implicações psicológicas e sociais de ser atendente 0800 (telemarketing)

Talvez o primeiro emprego mais frequente da era 2000 seja o de atendente de serviços (ou desserviços) de atendimento ao público, conhecidos como 0800 ou de telemarketing.

Pré-requisitos

O salário baixo e o amplo leque de opções de atendimento, em todos os setores (até religioso) tornam o rol de pré-requisitos apenas restrito ao mais óbvio. A pessoa não pode ter gagueira, nem rouquidão. Até o raciocínio lento é contornado pelo automatismo fornecido por uma cartilha bem limitada, complementada por setores igualmente limitados de ação.

Não é atoa que, quando a conversa com o cliente tende a se expandir, o atendente diga que "isto já não é comigo", ou "não tenho acesso a este setor". Isto torna o recrutamento de pessoas bem limitadas possível. Você já deve ter conversado com atendentes até com certo grau de retardo, e julgou apenas que estavam seguindo regras. Não, eles realmente tinham uma limitação.

O sorteio

Apesar de se dimensionar os tempos e redirecionamentos de chamadas para manter os atendentes ocupados o máximo de tempo possível, é feito um sorteio no sistema, para garantir ao máximo situações diferentes quanto à hora do dia e dos problemas que possam ocorrer nos mesmos horários. Também é garantida uma pausa de alguns minutos no atendimento, devido aos constantes afastamentos por estresse. Esta ocupação (jamais direi profissão) é extremamente desgastante.

A introdução

O início da conversa é sempre o de "resgate de informações". Apesar de você entrar com seus dados no telefone, tudo é pedido de novo. Isto dá tempo para o atendente se afirmar na nova conversa, e tentar desarmar o coitado do cliente.

O problema não é seu; o problema é do cliente

Esta é uma muleta psicológica para tentar tirar a culpa que possa nascer no coração do atendente. Então, no treinamento, o instrutor, como um pastor, doutrina o atendente a se eximir de qualquer culpa. Ele é só um interlocutor entre o cliente e a empresa.

Mas na prática, conforme a articulação do cliente, o atendente pode ser minado aos poucos por clientes cada vez mais hábeis na palavra e na argumentação. Talvez os dois anos, tempo máximo recomendado na atividade de um atendente, possam ser o escudo ideal. Mas nunca se sabe.

Primeira implicação

Mas um problema que passa por você não o torna participante do mesmo ? Você está ali, como interlocutor, à toa ? Será que as coisas que você assiste ou presencia são meros acasos, e qualquer um poderia estar no seu lugar ?

Este tipo de pensamento poderia tirar a identidade de sua própria vida, pois você estaria admitindo que "qualquer um poderia ser você", ou "você é qualquer um". Ou seja, a experiência seria mais que a pessoa.

É preciso lembrar que "o destino conspira com perfeição cada cena que vivemos". Você veio de um momento especial do seu pai com sua mãe, de momentos especiais de sua infância, e de interações complexas entre destinos de outras pessoas, tão especiais quanto você.

Sem isto, o ser humano é só uma formiga, que carrega folhas para lá e para cá, sem objetivo e sem sentido.

Tudo tem uma resposta

A tese da comunicação de atendimento ao público passa por uma perigosa crença de que "tudo pode ser respondido", e quando não tem resposta já está respondido.

Acontece que na vida isto não é bem assim. Quando este atendente se ver, ele mesmo, envolvido em uma "sinuca de bico", e responder qualquer coisa, até uma das frases feitas de seu atendimento, ele pode se enrolar mais ainda no problema em que se meteu.

Imagine tal atendente, em um novo emprego, no futuro, respondendo ao seu chefe imediato, quando cobrado por um serviço que não fez, com a seguinte frase:

"Nós vamos estar providenciando", ou então, "esta sua exigência não consta do contrato", ou então, "sua reclamação está registrada, anote o protocolo".

A rotina de atendimento ao público, pelo menos no Brasil, é pautada pela máxima:

"O Fornecedor avalia se é conveniente. O cliente espera. Cliente insatisfeito reitera."

Este ciclo é repetido até que o cliente se canse.

Agressões verbais não passam sem marcas

Durante o treinamento, toda uma "couraça psicológica" é estimulada a se estabelecer na mente do atendente. Se o cliente se enfurecer, o MUDO é acionado. Se o volume de som diminuir, o operador reativa o áudio. Mas o atendente deve ter a consciência de que, mesmo se achando fora do problema, ou apenas como intermediário, ele está recebendo uma carga emocional, pois o problema é real, e tem uma pessoa real por detrás dele. Se escolheu esta atividade, deve saber, obviamente, que se o serviço da prestadora estivesse bom, não estaria havendo uma reclamação.

No caso dos Planos de Saúde, o ódio do cliente pode marcar o atendente profundamente no futuro.

Mai a frente voltaremos ao "conteúdo emocional".

Se for cancelamento, enrole e desligue

Uma coisa é certa. Se já não existir nos registros do cliente, que vale a pena cancelar o serviço, pois do contrário é a perda de um processo judicial, a ligação para cancelamento não se completará sem o auxílio das agências reguladoras.

Desligar a chamada em andamento é uma perigosa metáfora de estar "matando o cliente". Ele vai se enfurecer, e então caímos no elemento "conrteúdo emocional"

Conteúdo Emocional

Apesar de parecer uma simples ligação telefônica, um diálogo de reclamação ou "crise pontual de oferta de serviços" é uma troca de conteúdo verbal e emocional. Palavras constroem, e palavras destroem. Simples mentiras já provocaram brigas e mortes. Emissor e Receptor não se vêem, mas pior que isto, entram em interação pelo VERBO.

A interação Verbal é o atributo que diferencia o humano do animal. Mesmo cortando o "surto lícito" do cliente, o problema foi gerado pelo contratante do atendente. O atendente forma um complexo com o seu patrão, pois é como um escudo. O escudo protege o patrão, mas leva todas as pancadas e arranhões.

Se o atendente absorver o treinamento e pensar "não estou nem aí prá cliente estressado", ele vai ter que se considerar menos humano do que aquele que está do outro lado da linha. Se você pensa que é uma mosca, isto não vai possibilitar que você saia por ai voando. Da mesma forma, se o atendente pensar que é invulnerável por detrás do bocal do fone, isto não vai protegê-lo da carga emocional negativa e lícita emitida pelo cliente.

As licenças por depressão e síndrome de pânico comuns em atendentes de 0800 atestam a total verdade deste argumento.

Muitos atendentes são instruídos a dizer: "Compreendo, mas ..."

A verdadeira compreensão é ser um co-participante da situação, e é conhecida como COMPADECIMENTO. É o "chorar com os que choram". Ou seja, tem que haver um mínimo de comprometimento com o cliente, pois ele paga o serviço que seu contratante presta, bem ou mal, honrando ou não o cliente.

Atendente como consumidor

Quando o atendente, ele mesmo, se sentir lesado, um dia, e enfrentar a situação "no espelho", pode sentir uma enorme culpa.

Pense no atendente de Planos de Saúde, acostumado a defender o patrão, ajudando a negar direitos que os clientes tem. Num belo dia, ele mesmo, liga para o Plano de Saúde da mãe ou do pai, em uma situação de urgência, e recebe a seguinte resposta como retorno:

"Nos desculpe, mas o Plano não cobre este exame que você está pedindo"

O trauma, o estresse produzido por esta negação, acrescido da carga emocional de todos os que receberam de sua boca a mesma resposta, pode desequilibrar uma pessoa sem o caráter devido, que dirá de uma pessoa que tem caráter.

Na vida, nossos atos são como BUMERANGUES, aquele artefato que uma vez lançado longe, volta por detrás da nossa nuca e nos derruba.

Recomendação

Se você tenciona trabalhar em atendimento 0800, arranje outro interesse. Vá trabalhar em instituições que tratam de doentes. Você vai ter contato direto com pessoas, e elas vão te abençoar pela ajuda que você está dando.

Já no serviço de 0800, você poderá ser amaldiçoado várias vezes ao dia, atraindo doenças graves para o seu corpo, para a sua mente, e o pior: PARA A SUA ALMA.

terça-feira, 19 de julho de 2016

A emoção da forma - Como somos enganados por nossas emoções e sentimentos

Faz muitas centenas de anos que o ser humano cultiva e idolatra os valores estéticos. Os gregos procuravam o BELO. A estética e a sua maior expressão - o Belo - vem da forma bem feita.

Mais que utilidade

Depois de preencher o requisito da praticidade, um utensílio tinha a sua forma aperfeiçoada, pois nada melhor que UNIR O ÚTIL AO AGRADÁVEL. Experimente vender doce de leite em uma lata toda amassada sem rótulo. O doce é bom, mas a lata deformada vai deixar dúvidas em quem for comprar.

Quando atingimos a função precípua de uma ferramenta, precisamos  fazer com que ela tenha características adicionais de convencimento para provocar sua aceitação e sua compra, além das exclamações como: "que coisa bem feita".

Guardemos na mente esta introdução com o seu par fundamental, qual seja, a UTILIDADE com a FORMA AGRADÁVEL, e vamos procurar determinar o princípio do mecanismo que diz como se dá o funcionamento da mente humana.

O Sistema Límbico

Sem maiores detalhes biológicos, o sistema Límbico, alojado no cérebro humano, é o "misturador" de emoções com memórias com comportamentos e com o PRAZER.

Não se estuda mais, nas neurosciências, a memória como um objeto separado, como disciplina independente. As emoções, já se sabia, mas só agora se comprovou cientificamente o mecanismo, potencializam a fixação da memória. Havendo emoção suficiente, neurotransmissores entram no processo, e reforçam as ligações.

A memória, por sua vez, dispondo de informações anteriores sobre uma situação, dita o comportamento9 provável frente a um contexto que lembra a situação vigente. E o Prazer, mais do que um elemento que produz contentamento, realimenta a validade daquela memória, como uma obrigação de se repetir a situação que a formou, ou uma que seja parecida, pois é este prazer que dá sentido à vida do ser humano. Em outras palavras, uma vez conhecido o caminho do prazer, o comportamento quer sempre seguir este caminho.

Mas a memória não é como uma Regra a ser seguida, como um instinto animal no homem. Este ser evoluído por concepção PODE, SE QUISER, modular este Prazer, através do uso da Razão. Se assim não fosse, o Sistema Líbico, ou Sistema da Lembrança e da Emoção, ditaria todas as nossa decisões, e seríamos chamados de Homo Epicurus(1) e não Homo Sapiens.

A forma, a beleza e o agradável de se olhar

Não é preciso explicar a ninguém o que é algo bonito. Nós nascemos já sabendo (sem no entanto saber quais são as exatas regras deste saber) julgar algo como sendo Belo, agradável de olhar. Este sentimento está ligado a proporções secretas que os objetos, assim como seres vivos, tem na sua forma.

No caso da atração entre os seres humanos, as curvas são os elementos mais facilmente identificáveis. Um homem olha para a mulher e se agrada de suas curvas, e vice versa. Não precisamos explicar aqui os segredos das curvas dos corpos de homem e de mulher, pois já é bem sabido, e tão entranhado na mente humana, que se torna redundante explicitar.

Mas existe um extremo ao qual a forma pode chegar na mente humana. O ser humano é capaz de se emocionar olhando uma pintura, até o ponto de verter lágrimas. Isto pode ser explicado pelo fato de este observador, em particular, ter compreendido a emoção, o sentimento que levou o pintor, ou escultor, a fazer aquela obra de arte que está observando agora.

Uma outra manifestação semelhante se dá com homem ou mulher que, ao pousar o seu olhar sobre o semelhante, se agradar tanto das suas formas, que acontece a tão falada:

PAIXÃO À PRIMEIRA VISTA

Nosso Sistema de Emoções é um equipamento tão repleto de parâmetros biológicos, e com tanta interação sistêmica com as diversas formas de captação da realidade, que uma composição de formas pode levantar os parâmetros necessários e disparar uma emoção genuína e avassaladora, como se fosse a expressão de um sentimento interno de quem foi vítima deste evento.

Uma semelhança determinante

Vamos exemplificar isso a que denominamos "parâmetro necessário". Suponhamos que o homem olhe para uma mulher e identifique nela traços de formas que lembram alguma ex-namorada. Este parâmetro vai ter um peso elevado na sua avaliação da pessoa em quem colocou os olhos.

Querem outro exemplo ? Esta mulher fala algo ao homem que a olhou, e este percebe que o jeito de falar é parecido com o de sua mãe, ou de uma tia de quem gostava muito. E para terminar a enumeração de parâmetros, a moça em questão ainda tem curvas acentuadas nos lugares em que este homem mais gosta.

Este homem não vai resistir a sentir-se atraído por esta mulher que acabou de conhecer. E o desenrolar da ação é bem previsível em termos humanos.

Conclusão

A forma não é somente um aspecto estético formal. Dependendo do reforço que ela recebe de outras impressões que atingem as memórias do indivíduo, ela se torna uma "metaforma" poderosa, que provoca genuínas emoções, como os sentimentos de alegria ou tristeza, entusiasmo ou contentamento.

Isto é o que chamamos de EMOÇÃO PRODUZIDA PELA FORMA. E é isto que pode levar o ser aos enganos, aos becos sem saída da vida, às paixões que se sobrepõem ao amor racional e construtivo, e que destroem casamentos e relações verdadeiras de companheirismo.

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(1) Referência ao Epicurismo, ou seja, busca do prazer.

A emoção da forma - Como somos enganados por nossas emoções e sentimentos

Faz muitas centenas de anos que o ser humano cultiva e idolatra os valores estéticos. Os gregos procuravam o BELO. A estética e a sua maior expressão - o Belo - vem da forma bem feita.

Mais que utilidade

Depois de preencher o requisito da praticidade, um utensílio tinha a sua forma aperfeiçoada, pois nada melhor que UNIR O ÚTIL AO AGRADÁVEL. Experimente vender doce de leite em uma lata toda amassada sem rótulo. O doce é bom, mas a lata deformada vai deixar dúvidas em quem for comprar.

Quando atingimos a função precípua de uma ferramenta, precisamos  fazer com que ela tenha características adicionais de convencimento para provocar sua aceitação e sua compra, além das exclamações como: "que coisa bem feita".

Guardemos na mente esta introdução com o seu par fundamental, qual seja, a UTILIDADE com a FORMA AGRADÁVEL, e vamos procurar determinar o princípio do mecanismo que diz como se dá o funcionamento da mente humana.

O Sistema Límbico

Sem maiores detalhes biológicos, o sistema Límbico, alojado no cérebro humano, é o "misturador" de emoções com memórias com comportamentos e com o PRAZER.

Não se estuda mais, nas neurosciências, a memória como um objeto separado, como disciplina independente. As emoções, já se sabia, mas só agora se comprovou cientificamente o mecanismo, potencializam a fixação da memória. Havendo emoção suficiente, neurotransmissores entram no processo, e reforçam as ligações.

A memória, por sua vez, dispondo de informações anteriores sobre uma situação, dita o comportamento9 provável frente a um contexto que lembra a situação vigente. E o Prazer, mais do que um elemento que produz contentamento, realimenta a validade daquela memória, como uma obrigação de se repetir a situação que a formou, ou uma que seja parecida, pois é este prazer que dá sentido à vida do ser humano. Em outras palavras, uma vez conhecido o caminho do prazer, o comportamento quer sempre seguir este caminho.

Mas a memória não é como uma Regra a ser seguida, como um instinto animal no homem. Este ser evoluído por concepção PODE, SE QUISER, modular este Prazer, através do uso da Razão. Se assim não fosse, o Sistema Líbico, ou Sistema da Lembrança e da Emoção, ditaria todas as nossa decisões, e seríamos chamados de Homo Epicurus(1) e não Homo Sapiens.

A forma, a beleza e o agradável de se olhar

Não é preciso explicar a ninguém o que é algo bonito. Nós nascemos já sabendo (sem no entanto saber quais são as exatas regras deste saber) julgar algo como sendo Belo, agradável de olhar. Este sentimento está ligado a proporções secretas que os objetos, assim como seres vivos, tem na sua forma.

No caso da atração entre os seres humanos, as curvas são os elementos mais facilmente identificáveis. Um homem olha para a mulher e se agrada de suas curvas, e vice versa. Não precisamos explicar aqui os segredos das curvas dos corpos de homem e de mulher, pois já é bem sabido, e tão entranhado na mente humana, que se torna redundante explicitar.

Mas existe um extremo ao qual a forma pode chegar na mente humana. O ser humano é capaz de se emocionar olhando uma pintura, até o ponto de verter lágrimas. Isto pode ser explicado pelo fato de este observador, em particular, ter compreendido a emoção, o sentimento que levou o pintor, ou escultor, a fazer aquela obra de arte que está observando agora.

Uma outra manifestação semelhante se dá com homem ou mulher que, ao pousar o seu olhar sobre o semelhante, se agradar tanto das suas formas, que acontece a tão falada:

PAIXÃO À PRIMEIRA VISTA

Nosso Sistema de Emoções é um equipamento tão repleto de parâmetros biológicos, e com tanta interação sistêmica com as diversas formas de captação da realidade, que uma composição de formas pode levantar os parâmetros necessários e disparar uma emoção genuína e avassaladora, como se fosse a expressão de um sentimento interno de quem foi vítima deste evento.

Uma semelhança determinante

Vamos exemplificar isso a que denominamos "parâmetro necessário". Suponhamos que o homem olhe para uma mulher e identifique nela traços de formas que lembram alguma ex-namorada. Este parâmetro vai ter um peso elevado na sua avaliação da pessoa em quem colocou os olhos.

Querem outro exemplo ? Esta mulher fala algo ao homem que a olhou, e este percebe que o jeito de falar é parecido com o de sua mãe, ou de uma tia de quem gostava muito. E para terminar a enumeração de parâmetros, a moça em questão ainda tem curvas acentuadas nos lugares em que este homem mais gosta.

Este homem não vai resistir a sentir-se atraído por esta mulher que acabou de conhecer. E o desenrolar da ação é bem previsível em termos humanos.

Conclusão

A forma não é somente um aspecto estético formal. Dependendo do reforço que ela recebe de outras impressões que atingem as memórias do indivíduo, ela se torna uma "metaforma" poderosa, que provoca genuínas emoções, como os sentimentos de alegria ou tristeza, entusiasmo ou contentamento.

Isto é o que chamamos de EMOÇÃO PRODUZIDA PELA FORMA. E é isto que pode levar o ser aos enganos, aos becos sem saída da vida, às paixões que se sobrepõem ao amor racional e construtivo, e que destroem casamentos e relações verdadeiras de companheirismo.

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(1) Referência ao Epicurismo, ou seja, busca do prazer.