sábado, 28 de abril de 2018

A guerrilha de 1970 no Brasil - Fenomenologia adolescente

Foram necessários muitos anos de meditação no assunto. Vejam, o período a que todos chamam de Ditadura Militar veio de 1964 à 1980, diminuindo gradativamente de intensidade, e sendo alvo de interpretações políticas e sociais.

Hoje eu posso dizer, baseada na análise dos que tinham por volta de 22 anos de idade (em média), e dos filhos destes mesmos pacientes que, certamente, este movimento de guerrilha, a propósito de luta contra a Ditadura, nada teve de político. Este movimento mal interpretado teve características sociais temporalmente localizadas em torno de um movimento específico peculiar a uma geração.

Adolescência

Todos nós sabemos que o período da Adolescência é pautado pelo seguimento de uma tendência. No bojo dos eventos sociais de uma época, os jovens aderem a uma Filosofia, Ideologia ou Ideal Social que esteja em evidência no momento.

Vamos citar um exemplo que se constitui em um excesso, e que está ocorrendo na Europa, para mostrar o ímpeto da juventude. Jovens Belgas, Noruegueses, Franceses, Alemães e de várias outras nacionalidades, INCLUINDO ALGUNS BRASILEIROS, se tornaram muçulmanos, e foram fazer parte do ISIS (Exército Islâmico). Os "filósofos" de nossa época interpretaram isto como uma espécie de simpatia pela luta dos palestinos. Ledo engano.

Quem interpreta esta tendência está ignorando aquilo que move um jovem na adolescência, que é a busca por EMOÇÕES e pelo PERIGO, em vista da conclusão tardia dos centros de planejamento e crítica apurada, característica da idade, e que fisiologicamente se encontra na parte frontal do córtex do ser humano.

A adolescência é caracterizada pela busca de esportes e atividades perigosas, pela falta de conhecimento dos diversos tipos e graus de consequências de nossos atos. O sujeito está aprendendo, ainda, a avaliar a sequência integral de cada atividade humana e de suas implicações para o futuro.

O fenômeno dos anos 1970

Qual era o contexto social, no Brasil, nesta década ? A sociedade estava sob o peso de uma autoridade identificada como Ditatorial. O jovem tem uma veia natural de antagonismo frente às autoridades. A ideologia de resistência foi levada ao nível de OPOSIÇÃO. E a oposição ideológica não bastava, pois o rótulo de "Ditadura Militar" era amplamente divulgado, com propósitos bem claros, pela esquerda brasileira. Portanto, esta oposição passou ao nível de exigência de uma OPOSIÇÃO ARMADA.

Eu costumo comparar esta oposição armada como um prenúncio do jogo de "Counter-strike" (videogame onde um grupo da lei luta contra os terroristas), bem popular nos anos 1990. Jovens sem preparo se armaram para tentar combater integrantes das forças armadas, ou seja, amadores contra profissionais.

TUDO FOI APENAS UM JOGO, pois o jovem ainda não deixou completamente o mundo da fantasia para se integrar à realidade, e repito: isto só se concretiza quando o Córtex pré-frontal conclui o seu desenvolvimento.

Nos dias de hoje

Hoje, esta veia agressiva encontra seu meio catártico no jogo de GTA (videogame em que o jogador adquire armas, rouba veículos e pode atirar em qualquer um com armas pesadas, inclusive contra a polícia), e em outros jogos de guerra, como Call of Duty, Fortnite e Rainbow Siege.

Tremo só de pensar em uma situação como a atual, em que são descobertos vários políticos corruptos, em que não tivéssemos estes jogos em que estes jovens pudessem descarregar a sua agressividade natural. Poderíamos ter uma sequência de assassinatos por parte destes. Se vocês acham que esta especulação é um exagero, basta citar os casos em que vítimas de bullying levaram a cabo suas intenções agressivas, num nível individual. E se um jovem, sem instrumentos de escapismo, julgar que estes políticos prejudicaram ou estão prejudicando, objetivamente, suas famílias. O que poderia acontecer ?

Diagnóstico

Portanto, pelos argumentos que colocamos, podemos concluir que o fenômeno dos anos 1970 foi consequência dos arroubos adolescentes. Também podemos acrescentar que os jogos ditos violentos, na maioria dos casos, ajudam a descarregar esta agressividade.

domingo, 22 de abril de 2018

A iniciativa própria do indivíduo - Identidade

Um dos questionamentos mais frequentes de um número enorme de pessoas que estamos analisando revela seus anseios em perguntas como:

  • Por que o mundo é injusto ?
  • Por que as coisas tem que ser assim, como se apresentam ?
  • Por que existe tanta maldade e corrupção ?
  • Por que os outros não me entendem ?
  • Por que não aparece um emprego como eu desejo ?
  • Por que não sou escolhido nas entrevistas ?
  • Por que não sou reconhecido na minha função ?

A falta de compreensão destes questionamentos tem levado as pessoas à depressão.

O trabalho em equipe

Antes de continuarmos, acrescentemos aquilo que se tornou "politicamente correto" na pesquisa científica. Dos anos 1950 para cá, foi enfatizado, na ciência, o trabalho em equipe. E isto teve uma razão "político comportamental". Era difícil lidar com o pesquisador solitário, excessivamente talentoso e, por vezes, correspondentemente, excessivamente temperamental. Por esta razão foi estabelecido o trabalho em equipe. No entanto, quem já lidou com equipes de mais de três pessoas já sentiu na pele a imensa dificuldade de lidar com a competição interna entre os integrantes. E existe o perigo gravíssimo da espionagem industrial, pois o ser humano é muito suscetível aos "incentivos financeiros". Quem quiser conferir basta pesquisar "espionagem industrial" no Google, e vai ficar estarrecido:

Alguns casos

É mais fácil lidar com pesquisa do que com egos humanos.

O valor individual

Todos nós, por termos nascido diferentes, podemos, inevitavelmente, apresentar um dom. A pessoa tem que perceber qual é o seu dom, e isto só é possível a partir do "cultivo" de sua individualidade em atividades construtivas, evitando a sua "absorção na massa popular". Não é preciso dizer que, hoje em dia, quanto mais comunicação e, por consequência, influências recebidas, o ser humano (ainda não diremos indivíduo) tende a ser, cada vez menos, ele mesmo.

Um exemplo claro é o Facebook. Ali se vê, clara e limpidamente, a vontade irresistível de obter aprovação dos "amigos". Esta é a influência prejudicial destas Redes Sociais. Estas, assim como a sociedade, que vem pregando de forma indiscriminada e irresponsável, a Igualdade, agem como uma espécie de Patrulha Social, esmagando de forma quase ditatorial, o Valor Individual.

Maiores detalhes em post anterior (Rede Social, nova Censura).

O valor individual, nas empresas, agora, tornou-se um problema. Suscitou-se a Ética, a Equidade, as Ideologias ainda mal delineadas de gênero, ideias de proteção ao indivíduo, ideias de proteção ao meio-ambiente, e esqueceu-se da Individualidade. Não existem mais profissionais capazes de lidar com a individualidade. Isto é particularmente percebidos nas escolas. Aluno diferente, com um pouco de desajuste, por muitas vezes devido a um talento que não aceita a massificação, é imediatamente discriminado. Os próprios coordenadores, pregadores da não discriminação, agem com verdadeira e desumana discriminação em relação a quem não está na média.

Lembrem, os leitores, que média é o limite de vivência dos medíocres. Como as normas e regras vem da maioria, e a maioria reside na média, produzimos regulamentos e regras MEDÍOCRES.

E então, os fomentadores de pesquisas, em nosso país, bem como os industriais, reclamam que tem cargos, mas não encontram gente capacitada. Claro, a sociedade cuidou de criar um ambiente excessivamente medíocre, injetando na cabeça das pessoas, à força, ideologias que refletem o pensamento medíocre, da média, da maioria. E ainda tem coragem de dizer que isto é democrático. Acredito que a doença é democrática, atinge a todos, mas os remédios para a sua cura vem da cabeça de poucos. Se não fosse assim, imediatamente surgida a doença teríamos várias pessoas propondo, "democraticamente", a sua cura eficaz.

Não temos mais ambiente propício ao desenvolvimento de talentos individuais. Mas não citei ainda todos os agravantes. Existe algo muito pior no pensamento político dos países de terceiro mundo, que se chama ...

Socialismo

Para o escopo de uma discussão no terreno psicológico, apresentamos este sistema político como A FALSA RESPOSTA ÀS PERGUNTAS FEITAS NO INÍCIO DESTE ARTIGO (vejam acima).

A principal pergunta "Por que os outros não me entendem ?" se dá no terreno individual. Se o indivíduo se misturar à massa, seguir os seus bordões, fazer o que os outros fazem, ou fazer aquilo que vai agradar aos outros, como se estivesse sendo monitorado, ele será entendido. Desta forma, o indivíduo abre mão do seu bem mais precioso (sua opinião, seu dom, sua convicção de verdade), dando o seu direito ao coletivo, para tentar ser feliz. Existe um ditado corrupto, fruto dos meios de comunicação de massa, que diz:

Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.

Existem limites para se ter razão, que vão até uma defesa extremamente irracional do próprio ponto de vista, que serve apenas ao ego, Não estamos indo até este extremo. Estamos indo apenas até o ponto da coragem de se colocar o seu ponto de vista, de forma racional e abalizada.

No entanto, as ideologias politicamente corretas querem fazer as pessoas largarem até o seu ponto de vista para serem ROBÔS FELIZES, que agradam à massa medíocre.

Como o socialismo ajuda a manter esta mediocridade, que mata o valor individual ? Basta observar as invasões de propriedade. Segundo esta doutrina perversa do socialismo, quem tem muito tem que repartir com que tem pouco. Mas agora chegamos ao ponto. Excetuando os meios ilícitos de que a pessoa pode se valer, como o jogo de influências e a violência, que motivos temos para CONDENAR AQUELE QUE, POR ESFORÇO PRÓPRIO CONSEGUIU ADQUIRIR MAIS QUE A MAIORIA ?

Pense na forma mais antiga de expressão do Socialismo: a Inveja. A inveja foi expressa real ou "legendariamente", na história mais antiga da Bíblia: a história de Caim e Abel. Psicologicamente posso classificar o Socialismo, quando o objeto de observação é alguém que adquiriu o que tem, de forma honesta, como INVEJA SOCIAL.

A pessoa abre um restaurante, por exemplo, e seu negócio cresce, sua marca é reconhecida, e logo ela estabelece uma rede de alimentação. Rapidamente, ela suscita a inveja. Pessoas comentam:

Olhe aquele ali. Tinha só um restaurante, Agora tem uma rede, e está cheio do dinheiro.

Este é o comentário daquele que DESPREZA O VALOR INDIVIDUAL. Ele mesmo não se dá o valor, e achando-se incapaz, achando-se desprovido de dons, inveja o dom alheio.

O indivíduo na estatística

A psicologia importou da administração o tratamento pelas estatísticas, apenas para se expor panoramas, e se poder dizer se um fenômeno está tendo abrangência ou se está incipiente.

Mas eu digo, sem medo, que a estatística não se aplica a indivíduos com comportamentos diversos, na forma pela qual está exposto neste artigo. O que ocorre, hoje em dia, é a "diluição" do indivíduo dentro de grupos, rotulados como cereais dentro de caixas.

Quando se diz e se faz grande propaganda, por exemplo, de um candidato que está a frente de pesquisas eleitorais, ignora-se os motivos individuais que levaram o indivíduo a optar por um e por outro, e ainda o fato de que os seres humanos podem mudar de ideia. E acrescentemos a forma como uma pergunta feita afeta o raciocínio de uma pessoa.

Discordo totalmente da "Psicologia Estatística", que tenta ditar comportamentos para as pessoas. É comum, neste país, ouvir pessoas dizendo que não gostam de "perder voto", como se estivessem competindo, ao invés de dar sua opinião.

A triste conclusão

A doutrina de governo, que levou os que estamos vendo no poder, é um veneno social, causador de tristeza, sensação de incapacidade, preguiça e DESTRUIÇÃO SUBLIMINAR DOS VALORES INDIVIDUAIS.

A quem ela interessa ? Aos financiadores daqueles que estarão no poder sob este regime.

E um conselho a cada um (evito dizer todos, pois estaria indo contra o que foi pregado neste artigo) que leu este desabafo: tente descobrir o seu dom pessoal, que vai construir ou reforçar a sua identidade. Não vá atrás da opinião dos outros (conselho dos tempos da minha bisavó).

E por último, se você for atrás de pesquisas eleitorais ou coisas do gênero, você deixará de ser uma pessoa, para se transformar em um dado estatístico.

terça-feira, 3 de abril de 2018

As Redes sociais são a nova Censura

Já se vão mais de 50 anos da deflagração do Período Militar no Brasil, e 37 anos da "Abertura Democrática", parte de um plano estratégico muito bem urdido pelos empresários, banqueiros, CIA e militares brasileiros, para garantir a supremacia do domínio americano no Cone Sul das Américas.

De extremos ...

Os brasileiros, sempre protagonistas de extremos de comportamentos, absorvedores vorazes de modismos e modernidades, e facilmente influenciados pelos ardis dos americanos, rapidamente se entregaram aos apetites repreendidos na impropriamente denominada Ditadura. Nota-se, no comportamento das gerações posteriores a perigosa aversão à Autoridade, seja ela representada pelos pais, pelos professores ou pelos gerentes de empresas.

Podemos comparar este fenômeno da "Abertura" aquele que ocorreu na Libertação dos Escravos. Não é escravo apenas aquele que possui correntes a limitar seus movimentos. Escravo é também o que ACHA QUE ESTÁ LIMITADO EM SUA EXPRESSÃO DE IDEIAS E ANSEIOS. E esta é a sensação imprópria sentida por um grande número de pessoas, dentro ou fora de consultórios de psicologia ou psicanálise.

Repressão sem origem definida

Mesmo jovens que sequer experimentaram o período militar de nossa história parecem estar sob um jugo repressivo. E não é do jugo de seus pais que eles reclamam, mas de um jugo imaginário de uma Sociedade Virtual. Eles sentem uma necessidade doentia de serem aceitos. No passado isto se resumia a um círculo pequeno, da família, colegas de escola e vizinhos. Hoje a necessidade se estende a uma legião de amigos físicos e virtuais das Redes Sociais.

Hoje, se o jovem dá um passo em falso, profere uma frase politicamente incorreta, ou é fotografado na companhia de alguém que a comunidade julga  inadequado, ou exagera em uma simples brincadeira, ele é esmagado por uma campanha pública, dos próprios "amigos virtuais", nas redes sociais que participa. Seus "amigos" se tornaram seus juízes e censores. Logo surgem os adjetivos de "vacilão", "grande FDP", comentários como : "caraca, o que que ce fez", "mano, você exagerou". A estes se segue o cancelamento de dezenas ou centenas de amizades, ameaças e "linchamento virtual". Então constatamos que ...

A Censura voltou mais forte

No governo militar a tortura era física e psicológica, mas os algozes eram poucos. A vítima pelo menos sofria com a convicção que estava com a razão: lutava contra um regime opressor. Mas hoje, se a pessoa "escorrega" nas palavras, ou coloca algo que julgava inocente, mas é reprovada, os torturadores serão seus próprios "amigos" virtuais. Numerosos torturadores. A cela de tortura será o mundo. Onde for será apontado. Seus "amigos" se transformarão em delegados, investigadores e juízes. A pena terá duração indeterminada, até que esqueçam aquilo, ou até que algum conhecido faça uma besteira maior..

Naqueles anos de chumbo, a pessoa sabia o que não podia falar ou fazer. Hoje, qualquer coisa que você falar, sobre algo bem trivial, inocentemente, sinceramente, poderá se transformar em motivo de polêmica.

E existe um agravante. Onde houver um celular ou câmera na mão de um oportunista, poderá haver um flagrante, e a coisa vai ficar bem pior. As pessoas estão vigiando umas às outras, em uma atitude que lembra o comunismo na União Soviética.

Conclusões

Se você critica a "Ditadura" brasileira dos anos 60-70, pense 10 vezes antes de ficar pronto para filmar uma "pegadinha". E finalmente:

CUIDE DA SUA VIDA
 E 
DEIXE OS OUTROS EM PAZ

sexta-feira, 9 de março de 2018

O perigoso senso comum

Esta é a Era das Opiniões. Você pensa que é a Era das Redes Sociais. As redes são ferramentas. Estas propiciaram o surgimento descontrolado de opiniões variadas, com ou sem embasamento, com ou sem comprovação, com ou sem imparcialidade. Por isso chamei de Era das Opiniões.

Reflita sobre esta "democratização da opinião". Uma coisa é proferir juízos sobre as situações que estamos vivendo entre quatro paredes, com familiares, amigos ou colegas. Outra coisa é propagar irresponsavelmente estes juízos para o incalculável público da Internet. Esta propagação irresponsável pode estabelecer um perigoso SENSO COMUM, senso das massas, senso de cunho amador, juízo sem raiz profunda na lógica, na razão e num conhecimento que veio sendo cultivado sequencialmente, com sentido na linha temporal da história da humanidade.

O que é o senso comum

Numa definição bem simples, o Senso Comum é um conjunto de conhecimentos adquiridos dos parentes, dos conhecidos, dos professores e outros entes próximos, que nos possibilita viver sem a necessidade de conhecer as Teorias Formais dos vários ramos da ciência. É como uma "ciência geral do mundo".

Mas não dissemos que este senso não tem " raiz profunda na lógica, na razão e num conhecimento que veio sendo cultivado sequencialmente, com sentido na linha temporal da história da humanidade" ? Nossa família não veio sendo formada em uma linha temporal ? Ela não está inserida na história da humanidade ? Todas as famílias não estão na mesma situação ?

A incerteza e a inexatidão do senso comum residem na forma como nossas famílias viveram em momentos importantes da história. Umas podem ter vivido estes momentos intensamente, e outras superficialmente, enquanto outras simplesmente ficaram alheias aos acontecimentos. É preciso saber qual é o nível crítico e analítico das pessoas que compõem nossas famílias. É preciso saber quanto de suas mentes ficava ocupada com o entretenimento, com o bem estar e com opções de fuga da realidade. Estamos discutindo ...

Engajamento na história

O envolvimento da mente na realidade dita o engajamento no momento histórico que está se estabelecendo, e formando a consciência coletiva. Desta forma, quanto maior for este envolvimento, mais precisa será a Visão de Mundo. O Senso Comum tem a perniciosa característica de fundir conhecimentos genéricos (aqueles absorvidos de quem nos é próximo) com a superfície dos fatos que nos estão sendo apresentados no momento vivido. Isto forma uma "Teoria Simplificada" de como o mundo funciona.

Os ramos do conhecimento humano tem Leis, Normas, Metodologias e Regulamentações que só são absorvidos após muito tempo pelo público em geral, até que se chegue a utilizar expressões verdadeiramente científicas, estabelecidas pelos doutores. Doutores são aqueles que dedicam grande parte de seu tempo a compreender as Leis, estabelecer Normas, utilizando Metodologias e Regulamentações, para dominar um ramo do conhecimento humano. Quem se dedica a um ramo do conhecimento, torna-se um expert neste ramo, quase como se sua cabeça fosse um mecanismo especializado daquele ramo. Um técnico de futebol é um expert desta modalidade de esporte.

Áreas do Conhecimento

Com o acúmulo de conhecimento, pela necessidade de sobrevivência, o homem fez expandir os ramos do conhecimento, em número e em profundidade, e esta especialização chegou até o status que hoje conhecemos pelo nome de CIÊNCIA.

Mas nem a Ciência basta. Os gregos foram os primeiros a querer mais, ou seja, eles adquiriram a pretensão de querer saber a ORIGEM e o SIGNIFICADO da Existência Humana, vejam só. Em busca desses objetivos, os gregos começaram a propor os fundamentos da FILOSOFIA. E quando perceberam que nem todas as respostas para a Existência Humana estavam na Filosofia, os gregos, influenciados pelas culturas vizinhas e constatando que havia algo mais, conceberam a sua Religião, ainda que mais calcada em valores humanos, como podemos perceber no comportamento dos deuses de seu Panteão.

Religião

Os gregos não estavam preparados para uma Religião Espiritual, e sim para uma religião filosófica. Mas devemos louvá-los pelo fato de terem alcançado um patamar religioso, mais que unicamente uma Filosofia. No oriente distante da Grécia, os povos estavam estacionados na Filosofia. Budismo, Xintoísmo e Hinduísmo são mais Filosofias do que propriamente Religião. Buda, por exemplo, é um ser humano cultuado como ícone, que inspira seus seguidores (não adoradores) a seguir uma filosofia, e não uma religião.

Já os hebreus, considerados mais primitivos do que os gregos, não estabeleceram um modo de vida a custa de pura Filosofia, ou de Filosofia religiosa. Eles apresentaram um Deus, totalmente espiritual, até severo em relação aos homens, que lhes exigia um comportamento seriamente ilibado, quase impossível de ser praticado, e que prometia esta espiritualidade aos homens.
E retornando ao senso comum ...
Então, munido de uma mistura dos conhecimentos de parentes, amigos, colegas, conhecimentos dos ramos mais próximos de sua vida, também de um pouco de filosofia e de Religião GERALMENTE MAL COMPREENDIDA, o homem comum estabelece o seu Senso, sua ideia, de vida.

Diagnóstico

E como a maior parte da humanidade não busca a profundidade das ideias, mas apenas aquilo que responde às suas aspirações imediatistas, fruto de uma abordagem preguiçosa dos problemas e da própria vida, o Senso Comum se apresenta, sempre, muito impreciso e prejudicial às situações críticas.

Uma destas situações foi mostrada no episódio bíblico do apedrejamento da prostituta, só evitado por um Jesus atento, que desferiu a poderosa frase: "aquele que não tiver pecado atire a primeira pedra". Ou seja, Ele evitou uma morte que estava prestes a ser consumada, pois o povo fez seu julgamento unicamente baseado em seu Senso Comum.


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Aspectos teóricos e objetivos da Autoridade

Em oportunidade anterior abordei a questão da Liderança. Por que fiz isso ?

A psicologia, como qualquer outra atividade profissional, está sendo muito cobrada no auxílio ao Coaching, aos Treinamentos Empresariais e à orientação profissional. Se um profissional quiser ter retorno mais rápido, hoje em dia, basta ele focar no Universo Empresarial. O nosso foco, no entanto, continua sendo o pessoal. O crescimento pessoal acaba fazendo com que toda a sociedade se recupere e passe a funcionar de maneira síncrona.

Por sob a Liderança reside ...

Abaixo da Liderança, no seu pilar mais sólido, aquela substância de sustentação encontra-se entranhada de algo fundamental para a mente humana, aquilo que a faz sadia, aquele "vacina psíquica" para toda a vida: a Autoridade.

Discutir Autoridade se tornou um tabu. O senso comum vem corroendo o significado de Autoridade e modificando-o para que se pense que ela corresponde necessariamente ao Autoritarismo, coisa completamente diversa, apesar de possui semelhança linguística com a primeira e genuína ideia de Autoridade.

A contribuição de Hanna Arendt

Depois de eventos históricos de efeito, graves e de grande repercussão, sempre surgem reações superlativas, com derivações que tendem a transformar situações especiais em regras. Depois da Segunda Guerra Mundial, e PARTICULARMENTE da fracassada Dominação Nazista, Hanna Arendt começou a sua luta contra regimes totalitários.

Mas o fenômeno Nazista foi um evento sui generis, facilitado pelas raízes Germânicas do povo alemão, alimentado pelas ideias de um império que reunisse o "povo ariano" em uma só nação e piorado pelas ideias de purificação da raça. Foi algo MUITO PARTICULAR de um POVO PARTICULAR. Em outras palavras, o povo que seguiu Hitler já tinha em seu ser a propensão PARTICULAR de seguir um ditador (melhor seria dizer Imperador).

Posso ser vista como radical e até desumana, mas a prova da generalização INDEVIDA dos teóricos inspirados por esta ativista pode ser vista nos resultados constatados hoje, no seio de uma crise mundial de Autoridade. E não é em relação só às figuras humanas que exercem a Autoridade que a crise ocorre. Ocorre também em relação às Leis, PARTICULARMENTE no Brasil, pela índole de nosso povo, que acolhe com facilidade tudo o que for FÁCIL, RÁPIDO, INSOSSO e BARATO.

As raízes da Autoridade

Indiscutível é citar que a primeira Autoridade que uma criança conhece, e que ficará gravada de forma indelével em sua memória, corresponde à figura do seu Pai, seja ele bom ou ruim, atuante ou omisso, rico ou pobre, carinhoso ou bruto. Não importa de que índole seja um Pai, ele será, para o resto da vida da pessoa, o exemplo de figura da qual se tem temor, à qual é preciso ter respeito.

Isto explica a crise atual de Autoridade. Vê-se claramente o surgimento bem cedo do conflito desta geração com a Autoridade. E a figura humana de Autoridade que se encontra mais em crise é a do professor. Professores estão sendo ameaçados e agredidos nas escolas, algo inaceitável. Existem mais "culpados" por esta crise, entre os quais podemos citar ...

A contribuição de Richard Sennet

Richard Sennet norteia suas ideias em torno da Sociologia. Sua abordagem aproxima os comportamentos daqueles que se observam em uma família.

Até nos filmes e seriados americanos de 10 anos para cá se observa a queda do mito, particularmente no ambiente corporativo, de que os empregados formam uma família. Uma vez que se quer fugir deste estereótipo, os teóricos disfarçaram a família na entidade abstrata de EQUIPE. E nesta EQUIPE, segundo Sennet, é preciso criar laços afetivos, para que os projetos tenham êxito.

Sennet fala de Autoridades legítimas e ilegítimas. Agora pensem num ambiente corporativo, que objetiva lucro, repleto de medidas de auditagem e de ouvidoria, que quer se manter como negócio, e vencer a concorrência, onde existem relações de afeto talvez 30 % familiares, ou seja, de tratamento mútuo como se fosse em família.

Existe o desejável, e existe a realidade. Nem empresas familiares são isentas de divergências nas relações entre sócios, sejam irmãos ou meio parentes. "Irmão desconhece irmão" dizia a música de Paulinho da Viola, mostrando que mesmo as associações familiares sofrem reveses e estão expostas a conflitos.

São dignas de nota suas contribuições teóricas para a construção de ambientes de trabalho produtivos.

Sua discussão sobre Autoridades legítimas e ilegítimas levaram a pensamentos que confundem a Autoridade pessoa com a Autoridade substantivo abstrato, personificada nas leis. Leis existem para ser obedecidas, até que sejam modificadas. Mas, como fruto destas polêmicas, observamos a deliberada desobediência às leis em nosso país. A Liderança por Autoridade, na pessoa de quem a exerce, está sendo questionada, como outra manifestação da crise geral de Autoridade. Esta, para ser aceita, não basta ser paternal, mas maternal.

Não se pode comparar a vida citadina com a rotina laboral em uma empresa. Empresas não são instituições democráticas. Seus regulamentos conduzem a atividade diária para produção, e não para entendimento de diferenças, para tolerância, para aceitação incondicional de incapacidades. A não produção não pode não é aceita. Existe a figura da punição, da demissão, da premiação e da promoção. Existe salário envolvido, existe lucro e também o conceito de sustentabilidade, justificação até plausível, pois sem ela todos perdem o emprego.

Subordinação

Até por interesse das organizações, como o próprio nome diz, a atividade na cadeia produtiva (estou sendo sobretudo técnica) precisa ser organizada, decomposta em tarefas,  funcionando na ordem correta, na hora correta, cada uma. Quem faz as tarefas tem uma característica de subordinação em relação a quem é cobrado no momento em que ocorre uma falha, que olha o processo "por cima", para que tudo aconteça corretamente. O trabalho pode até ser feito por equipes, mas cada uma tem que ter uma liderança, e os próprios líderes neste patamar de produção precisam ter um cabeça, que é um líder de nível HIERÁRQUICO acima, cuja responsabilidade é maior, e cada vez mais próxima daqueles que planejam tanto o processo produtivo quanto as metas a serem atingidas.

Obediência

Obediência não é um processo neste contexto. Obediência é atitude. Ela pertence ao terreno afeto à minha atividade corriqueira, e ela é que determina se a pessoa realmente vai participar com eficiência do processo produtivo exigido pela atividade empresarial. E este é o aspecto da Autoridade mais atacado nos nossos últimos tempos. Ninguém quer obedecer a outrem, e muito menos à lei. Até os altos dignitários da nossa nação já esqueceram que tem que obedecer à Lei. Esta está a seu serviço, e não à serviço da nação, é o que eles tomaram como sendo verdade, para justificar seus ganhos ilícitos.

Nas Escolas

E a Escola, berço dos primeiros comportamentos que serão exigidos nos empregos do ambiente empresarial, tem sido o palco de uma das maiores manifestações de insubordinação e desrespeito à Autoridade e desobediência explícita e declarada a estas.

É notório o ambiente hostil entre alunos e professores, pelos divulgadores de teorias que levam as pessoas e alunos a afirmarem que não gostam de receber ordens de ninguém, e que não gostam que a sua vontade seja questionada ou impedida.

Os alunos indisciplinados e com desprezo pelos estudos estão sendo enaltecidos pelos colegas. O importante é ser famoso nas redes sociais, nas brincadeiras e nas bagunças.

Conclusão

A sociedade está entrando em seu terreno mais sério de contradição e de autodestruição: o conflito e o desrespeito às autoridades. Está praticando a desobediência tanto como moda como por insegurança, incapacidade e pela falsa convicção de que não precisam de ninguém para mandar nela.

Pessoas estão procurando atividades solitárias, sem ninguém que as possa impedir de fazer as coisas como bem entendem, candidatos à solidão em sua velhice.

É o tempo do "eu me basto", "eu sou a minha própria lei". Os resultados poderemos observar no futuro, alias alguns já estão aí, em nosso meio político. Basta ler nos jornais.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Liderança e Tomada de Decisões

Com a proliferação de cursos e palestras, ministrados por todo e qualquer tipo de pessoa, utilizando discursos fáceis e insípidos, a discussão sobre Liderança, importantíssima para nossa sociedade industrial e institucionalizada se banalizou, e prejudicou seriamente as relações entre gestores e seus subordinados. Dominam as frases rimadas sem conteúdo, frases de efeito, e o senso comum no mais alto grau, pois na cartilha dos palestrantes está o primeiro axioma do locutor bem sucedido:

Deve-se dizer aquilo que o ouvinte consegue entender.

As pessoas estão sem paciência de pensar, então o conhecimento transmitido deve ser o mais ralo possível.

Liderança e ascensão

Na busca por uma melhoria salarial, mesmo jovens, imaturas e sem vocação, as pessoas estão buscando a liderança, os cargos, pois é mais rápido do que mostrar a sua capacidade e galgar os patamares salariais legítimos e que exigem esforço. Muitos estão assumindo lideranças sem a mínima vivência e capacidade.

Condições para assumir a Liderança

A Imaturidade, fruto ou não da falta de vivência, de alguém que chegou a um posto de liderança leva à criação constante de conflitos, pois a pessoa em questão não atende aos requisitos a seguir:


  • A pessoa entende e sabe fazer o trabalho;
  • A pessoa entende, não sabe fazer, mas sabe delegar com confiança no subordinado;
  • A pessoa é capaz de entender os vários processos da área que assumiu, pois tem capacidade intelectual e fortes princípios teóricos que a fazem capaz de entender;
  • A pessoa não possui o entendimento necessário para entender os processos da área, mas identifica e respeita quem o faz, na área que assumiu. Sua capacidade emocional é suficiente para liderar sem oprimir os empregados devido à insegurança que o desconhecimento temporário dos processos lhe poderia provocar;
  • Seu histórico de trabalho não possui eventos de opressão sobre empregados e nem de conspiração contra estes;
  • A pessoa sabe escolher parceiros com quem trabalhar;
  • A pessoa sabe mostrar falhas sem desvalorizar seus subordinados;
  • A pessoa não emite juízos sobre os empregados, pois sabe controlar o que fala, onde fala e quando fala;


Diante destes requisitos, os candidatos a liderança poderiam desanimar completamente. Estes requisitos são mais comumente encontrados em pessoas acima de 50 anos. Mas justamente a sociedade brasileira quer apostar nos mais novos, acreditando que estes, devido ao fato de provavelmente estarem mais saudáveis, suportarão ser mais exigidos.

Antes, saber obedecer

Uma história sadia e que traria boa vivência ao aspirante a cargos de liderança seria ele ter experiências anteriores com gerentes ruins. Alguém disposto a ter esta vivência aprenderia muito, principalmente se obedecesse, sem conspirar e se utilizar de subterfúgios para sobreviver. Nada de contar com a ajuda de um padrinho para contar com o beneplácito do mau gerente. Tem que ter a coragem e a resistência de passar por este mau período. Assim se forma um bom gestor.

Uma formação militar tem este aspecto de obediência, mas deve ser encarada com reservas, pois empresas não são como instituições militares 100%. Existe certo componente desta natureza na hierarquia das empresas e na ênfase no lucro, exagerada em nossos últimos tempos.

Nossos jovens entre 14 e 25 anos não estão tolerando o mando, a autoridade, objetivos, submissão, ordem e trabalho em equipe. Portanto, será muito difícil que eles tolerem a autoridade, ou possam exercer uma liderança. O material humano que passa pelos consultórios está contaminado por estes fatores, de forma flagrante.

Conclusão

Não quisemos, aqui, oferecer uma fórmula pronta de liderança. São numerosas as terapias e dinâmicas para se formar um líder com alguns dos requisitos básicos citados. Os outros podem ser desenvolvidos, e os primeiros aperfeiçoados. Não existe curso para prover maturidade, e sim condicionamento. Torna-se perigoso para o que não possui maturidade, mas é condicionado, exercer uma liderança, pois cedo ou tarde sua real personalidade vai aflorar, e ele vai perder o que conquistou.

Deixo para o leitor se manifestar com suas dúvidas, que eu as responderei com prazer.

sábado, 16 de dezembro de 2017

O namoro dos adolescentes e jovens

Namoro é um fenômeno social que reflete a atração entre duas pessoas, misto de simpatia, companheirismo e complementação pessoal. Neste artigo vamos tratar tão somente do namoro heterossexual, por ser o mais praticado, observado e preencher o aspecto sexual que advém da busca da espécie por acasalamento e reprodução.

Namoro é namoro

Contrariando o senso comum, podemos dizer com certeza que o Namoro é sui generis em sua tipificação: Namoro não é treino para o casamento. Ele pode ser até treino para amizade, pois esta última é mais profunda e duradoura do que muitos namoros e mais ainda do que muitos casamentos. Prova disso são os casais que se separam, estando antes namorando ou casados, que continuam amigos por longo tempo ou pelo resto de suas vidas.

Não gosto de citar treinadores de futebol, por poder ser mal interpretada, mas um time de futebol, como equipe, tem características de companheirismo obrigatórias para o bom desempenho do time nas partidas, como o ENTROSAMENTO. E veio da boca do treinador Zezé Moreira uma frase muito importante para a compreensão dos limites do Namoro:

TREINO É TREINO, JOGO É JOGO

O casamento que pode resultar de um namoro bem sucedido ou tumultuado pode ser extremamente exitoso, mas isto não quer dizer que foi obrigatoriamente fruto daquele namoro.

A principal contribuição do namoro é uma parcela de autoconhecimento. A interação social de duas pessoas na concretização de objetivos pessoais e mútuos é extremamente útil, PRINCIPALMENTE QUANDO EXISTE O ENVOLVIMENTO AFETIVO. Um casal pode atingir objetivos pessoais e mútuos muito mais complexos do que duas pessoas unidas por um objetivo comum sem a participação do AFETO. A prova disso são as disputas tão comuns entre sócios. Não há afeto entre eles, mas apenas o desejo de ganhar dinheiro.

Invejas

Um casal de namorados (ressaltamos a diretriz do artigo de casal hetero) é um "equipamento social" que desperta a atenção e o interesse das pessoas. Todo mundo está cansado de ver casais de namorados, mas é só ver mais um que logo vem as observações. Por que isso é assim? Não é uma coisa comum e que deveria passar despercebida ?

Existe a simples observação, que pode ser daquele casal mais velho que ve os namoradinhos e lembra dos tempos em que se conheceram. Existe também aquele que não tem a coragem ou preparo emocional para namorar  e logo começa a proferir críticas a algumas características externas do casal que deveriam torná-los incompatíveis. Existem também os invejosos, que cobiçam um ou outro membro do par. E os piores invejosos são os que estão no círculo dos colegas de ambos os membros do casal.

É bem sabido que o sucesso das pessoas incomoda aqueles que não alcançaram desenvolvimento afetivo suficiente para aceitar tal fato. Isto decorre da autoeducação que cada um dá a si mesmo por esforço pessoal de procurar seu sucesso individual.

Os namorados precisam ter ...

A Confiança

A CONFIANÇA é um bem individual, intransferível e inalienável. Individual porque é fruto de uma autoeducação. Uma das vertentes da autoeducação é ter amadurecido o bastante o senso de observação das emoções e atos das pessoas que estão à nossa volta, para perceber aquele tipo em quem vamos confiar.

Confiança também tem grande participação da segurança que os pais dão ao filho (ou filha). Indivíduos cujos pais não agem de forma previsível tendem a ter defeitos na formação de seu caráter, e vão desconfiar de tudo e de todos.

Se os membros do casal de namorados não confiarem um no outro, seu namoro está destinado ao fracasso. Isto implica em respeitar completamente as extensões da personalidade do outro, como suas redes sociais, agendas, carteiras, correspondência, gavetas pessoais, etc.

Desconfiança gera ciúmes. O imaginário dos namorados é facilmente despertado, na faixa etária que estamos tratando, com muita facilidade, pois trata-se da idade da imaturidade. E esta imaturidade se expressa, mais visivelmente nas ...

Emoções desenfreadas

Nesta época da vida, em que a pessoa é muito jovem, os índices de concentração hormonal são muito grandes. Temos que copmpreender que o ser humano é um animal social, hormonal, perecível mas racional. Se dissermos que seu comportamento é assim e não tem mesmo jeito, estaremos admitindo que quem governa a humanidade e seus destinos são apenas os hormônios. Mas é fato que chegamos a este grau de evolução chamado de SOCIEDADE. Criou-se o direito, e este delimitou até onde a ação dos hormônios pode ser aceita. Os hormônios nos ajudam a trabalhar e manter o ambiente funcional que permite o funcionamento da sociedade. O Direito, as Leis, a Educação Familiar são os freios para as consequências que a ação dos hormônios podem trazer.

Portanto, como chegamos até este momento da história, a Sociedade organizada em torno das Leis, o Estado de Direito, é possível. Pareço até uma advogada no meu discurso, mas a Psicologia não está sozinha na luta pela garantia da felicidade de todos os seres humanos. A Psicologia auxilia no Controle das Emoções tanto quanto o temor das leis.

Mas o que pode conter estas emoções "a princípio" desenfreadas ? Somosd pretensiosos a ponto de propor uma solução para este tipo de coisa:
Pequenas e insignificantes tarefas
Quando os pais pedem aos filhos pequenas coisas chatas como:

  • Arrumar a cama;
  • Tomar café pela manhã;
  • Escovar os dentes (higiene pessoal);
  • Fechar o tubo de pasta de dente;
  • Tomar banho;
  • Cuidar dos objetos pessoais, de forma que eles não se estraguem rápido e nem se percam (correntinha, pulseira, boné, celular e carteira);
  • Fechar a geladeira;
  • Varrer a casa;
  • Lavar o prato depois de comer;
  • Enxugar o chão do banheiro;
  • Fechar a porta de casa com chave;
  • Desligar a TV e videogame antes de dormir;
  • Enfrentar uma fila de banco ou ônibus ou caixa do restaurante (10 minutos no primeiro dia, depois 20, depois 30);
  • Esperar com paciência a pessoa da frente se servir no self-service;
  • ESTUDAR - o aprendizado provoca a criação de novos núcleos ideológicos, a ordenação de procedimentos; o aumento do relacionamento entre os núcleos citados, bem como a formação de muitos circuitos intermediários no cérebro. Com isto os caminhos percorridos pelos impulsos cerebrais ficam mais extensos, e as reações menos precipitadas, respeitados os limites de stress toleráveis pelo ser humano;

Todas estas ações tem efeito objetivo e comprovado no cérebro, e vão ajudar enormemente a construir uma mente sadia para o enfrentamento das fases posteriores da vida, amadurecendo o indivíduo.

Leia um artigo a respeito desta ação AQUI.

Conclusão

O namoro é uma experiência que pode ser muito útil para quem pratica, e também uma oportunidade muito propícia para os pais conversarem com seus filhos a respeito de seus potenciais e suas fraquezas, para crescimento pessoal.