O processo grupal
Podemos representar o processo grupal como a coexistência de três conceitos/finalidades, mais bem expressos pela figuara abaixo:Vou explicar de forma muito simples. Na formação de um grupo, e em sua mecânica, estes três conceitos/fatores coexistem o tempo todo, E DEVE ESTAR BEM EQUILIBRADOS.
O melhor exemplo seria um grupo de estudos, para que os jovens possam ler este texto. Em primeiro lugar, o grupo se estabelece com um objetivo comum, em nosso caso, para gerar um trabalho pedido por um professor. Este é o aspecto da Produção. As pessoas se uniram para produzir algo em comum.
Automaticamente, surgirá um líder, exercendo a Dominação natural do fenômeno mais geral chamado de VIDA. Sempre surgirá, em um grupo, um líder, até porque, sem um, dificilmente o grupo subsistirá por muito tempo. A característica de sobrevivência não está representada, mas permeia todos os três conceitos, como forma de manutenção da Produção. Se um grupo chamado empresa deixa de Produzir, ele deixa também de existir. Na empresa, o objetivo comum tem o dinheiro como objetivo final mais palpável.
O terceiro aspecto é o Grupo/Sujeito, ou seja, uma força que sempre emana de nossa individualidade, como leve oposição.
O fenômeno Brasil
Sem perceber, o Brasil, nestes anos 2000 e 2010, foi empurrado, silenciosa e meticulosamente, para uma luta de classes, tanto no aspecto educacional, sob influência do pensamento de Paulo Freire, quanto no aspecto econômico. Tentou-se dar às classes menos favorecidas o mesmo que as favorecidas, através das dezenas de programas governamentais.Mas houve um aspecto novo e BRASILEIRO, por excelência, devido à nossa peculiaridade entre os povos. A luta de classes deu lugar à luta de grupos de poderes, conjugada à distribuição de favores pelo grupo de dominação, em função do dinheiro.
O aspecto de dominação de um GRUPO se tornou um Grupo dentro do GRUPO. Isto é tipicamente brasileiro e chamado de JEITINHO BRASILEIRO (que poderia ser o outro título deste texto).
A dominação foi exercida pela distribuição de um bem-estar que, pelos níveis exigidos pela situação econômica, foram fáceis de se satisfazer, não atrapalharam de forma significativa a distribuição do dinheiro pelo grupo dominador.
Em outras palavras, o que a população brasileira, em seu contexto geral, precisava não era muito, mas pouco, ligeiramente acima de uma linha tão baixa, que foi fácil de satisfazer.
O aspecto Grupo/Sujeito estava adormecido dentro das pessoas, pelo falso conforto obtido como benesse governamental. E um dos fatores principais deste conforto foi o ...
O celular
Não estranhem que o celular vai entrar aqui como aspecto psicológico, pois afirmamos que o brasileiro precisava de pouco, e que também é fácil de se dominar, pelo seu baixo nível cultural.Ter um celular, por incrível que pareça, faz com que ricos e pobres pareçam iguais. Os maiores valores da atualidade são a informação e o entretenimento, e não mais, tanto quanto no passado, os bens materiais.
O pão já foi dado pelos programas sociais. O circo está no celular. Os vídeos com pessoas em situações ridículas, golpes, assaltos, frases espirituosas e piadas formaram o circo para esta geração Whatsapp.
A vingança do Circo
Mas, mais uma vez, dentro da peculiaridade brasileira, o Celular mudou sua finalidade. De circo passou para palanque. Uma parcela da população percebeu que estava sendo dominada (a outra continua dormindo) e utilizou o celular nas eleições, através do poderoso palanque chamado Whatsapp, e mudou os rumos do país.Foi o circo se transformando em arma. Só no Brasil algo poderia se converter de água em vinho.

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